Morreu James Buchanan, um dos meus heróis.
Frédéric Bastiat comparava a economia de Smith e Say à astronomia de Galileu e Newton. As regularidades e harmonia da sociedade humana maravilham quem as enxerga com os olhos de um economista. Ainda mais extraordinário que o mundo físico, o mundo das ações humanas não obedece apenas às forças cegas, mas é uma manifestação da nossa liberdade.
Se o trabalho do economista é nos fazer enxergar com mais profundidade e abrangência, Buchanan foi um Hubble. Dos ombros de outros gigantes, ele enxergou mais longe que outros cientistas sociais da sua geração jamais conseguiriam.
Existem galáxias inteiras em Buchanan. Ele viu do alto a cooperação humana como uma ordem que se define pelo seu processo de emergência. E também a antimatéria da política que, quando analisada com ciência e sem romance, se revela mais destrutiva do que os problemas que candidatos e burocratas prometem resolver.
O pensamento político de Buchanan ainda levará tempo para ser digerido e reproduzido em forma de livro-texto. Quando cientistas políticos começarem a incluir seus insights nos currículos universitários, outros estudantes, além de economia, começarão a ver o que Bastiat havia começado a descrever.






