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Atlântico


Pedro Sette Câmara, gerente de operações de OrdemLivre.org, escreve no artigo “'Tropa de Elite', as palavras e as coisas" para a revista Atlântico de março:

"A tropa de elite do título, o BOPE, Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar, passou a ser aplaudida nas ruas. O escândalo tem alguma razão: o BOPE do filme tortura e mata. Só que a esquerda não consegue entender por que, após décadas tentando explicar roubos e assassinatos como os meros resultados do condicionamento social, boa parte da população insista em acreditar que todos, mesmos os mais pobres, continuam podendo optar pela honestidade. Até admito que ter um cargo no inutilíssimo Ministério da Cultura, ganhando para fazer o que ninguém pediu (e olhando, como dizem que fazia um diretor da Agência Nacional do Cinema, para um retrato de Enver Hoxha), pode prejudicar a percepção do que é roubo e o que não é. No entanto, um problema cognitivo e moral do establishment esquerdista não muda o facto de que a identificação com policiais truculentos e eficientes por uma população maltratada e cercada é perfeitamente previsível. A violência sofrida pela população não pode ser exagerada: aos 30 anos, já tive dois amigos assassinados em assaltos e não conheço uma única pessoa que não tenha sido roubada".

Veja o blog da revista aqui.

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