Ordem Livre

Glenn Beck e o perigo populista

O blog Democracia na América da revista The Economist questiona se o libertarismo latente em Glenn Beck basta para neutralizar os aspectos macabros do seu populismo, como o imperialismo e a xenofobia.

“Em um comentário simpático ao pedido enfadonho de Glenn Beck por um nacionalismo cristão mais tenro e gentil, Jonah Goldberg [autor de Fascismo de Esquerda] dá o seu alerta: ‘Eu confesso que se Beck não fosse um libertário, eu acharia seu populismo aterrorizante’”.

A revista desconfia do otimismo de Goldberg: “a veia libertária pessoal do Sr. Beck é simplesmente irrelevante se seu populismo revigora e apela para alguns dos eleitores americanos mais conservadores e menos libertários”.

O teste da direita americana é criar um movimento americano que promova os valores conservadores dos Estados Unidos por vias estritamente pacíficas, sem apelar para a imposição política. Não é tarefa fácil, mas, se há algum país no mundo capaz de cumpri-la, é a terra de William Penn.

O progressista do atraso

Essa reportagem mostra a declaração de princípios não apenas do Plínio Salgado, mas da esquerda que ele representa:

Plínio de Arruda prevê caos no país com sua eleição

Hudson Corrêa
DO RIO

O candidato a presidente pelo PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, 80, assina nesta quarta-feira no Rio plebiscito a favor de limitar o tamanho de fazendas no Brasil. Trata-se, segundo ele, de mais uma ação radical de sua campanha.

Ontem, a uma plateia de 200 estudantes, em silêncio e atenta, Plínio disse que o Brasil “vai ter problemas demais”, se ele vencer as eleições.

No seu prognóstico, o país praticamente quebra. “Vão faltar bens de consumo. Não será possível trocar de celular. O Brasil sofrerá bloqueio comercial.” Surgirá “tensão social”, conflito armado e o povo precisará “sair às ruas” para defender o governo, que pode não terminar.

Plínio voltou sua atenção a universitários do Rio nesta semana. Ele falou com estudantes no Teatro de Arena, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

No palco foi armada pelos alunos uma barraca para protegê-lo do sol. Os universitários, simpatizantes do PSOL, ficaram em volta nas arquibancadas de concreto.

“É possível que eu perca muito voto, mas não estou preocupado como voto mesmo. Eu não mudei nada. O que eu disse quando eu tinha 20 anos de idade, estou dizendo hoje”, afirmou Plínio à Folha.

O candidato manteve os ideais, mas aderiu às inovações tecnológicas para se comunicar com estudantes.

“Eu tuito à noite para encontrar vocês”, afirmou, colhendo risos. Em seguida, como num banho de água fria, disse que os estudantes vão ter que se contentar com tecnologia ultrapassada, se ele for presidente.

“Quem não for capaz de abrir mão do último [lançamento de] telefoninho”, disse o presidenciável exibindo o celular, “não deve votar em nós, porque [adversários] vão segurar [o comércio]. Vai ter que ficar com a porcaria do passado”, disse.

O presidenciável destacou ainda que fará uma “reforma agrária radical”, desapropriando fazendas com mais de 500 alqueires.

O único tema que considerou espinhoso foi o aborto. Afirmou ser a favor de legalizá-lo sem “liberar geral” e encontrou espaço para humor. “Nem falo de aborto na TV, porque, senão, dá chilique no [deputado federal] Chico Alencar, que tucanou o aborto. Ele diz que é para eu dizer assim: interrupção precoce da gravidez.”

Deixa ver se entendi: Plínio de Arruda quer ser presidente para piorar o Brasil? Há ideias que se não existissem não precisariam ser inventadas.

Os sete mitos sobre as políticas ecológicas

Há um valioso estudo do IPN que desmistifica o uso de recursos público para o desenvolvimento de políticas ecológicas. Chama-se Seven Myths About Green Jobs e foi elaborado por Andrew P. Morriss, William T. Bogart, Andrew Dorchak e Roger E. Meiners. O trabalho pode ser baixado gratuitamente aqui.

São três as conclusões do estudo:

1- Criação de uma burocracia cara e financiada pelo governo com recursos de setores produtivos da economia, que invariavelmente são prejudicados com as políticas adotadas.

2- Desperdício e ineficiência são vistos como virtudes. Subsídios para políticas ecológicas financiam empresas que produzem produtos mais caros e escassos. Assim, a população é tributada duas vezes.

3- As dívidas contraídas para financiar os investimentos ecológicos aumentam a dívida pública com a promessa de enriquecer as futuras gerações. Mas se a aposta ecológica fracassar, alertam, nossos filhos e netos serã obrigados a pagar a conta.

Students for Liberty destaca ensaio do Prêmio Bastiat

Blayne Bennett, do Students for Liberty, destacou o ensaio premiado escrito por Henriques Viola sobre o mercado de frangos em Moçambique. Henriques foi o terceiro colocado no Prêmio Bastiat promovido pelo OrdemLivre.org com o ensaio Mercado nacional de frangos versus restrição das importações: uma reflexão necessária.

Revolução austríaca

O jornal The Wall Street Journal mostra como Peter Boettke, professor da Universidade George Mason, nos Estados Unidos, está exercendo uma importante função na difusão dos ensinamentos da Escola Austríaca de Economia e ajudando a refutar as ideias keynesianas que há tanto tempo dominam o pensamento econômico em todo o mundo.

Mr. Boettke has come as close as anyone in recent years. In the last decade at George Mason, he has helped recruit the Austrian school’s leading scholars and drawn students from around the world. Roughly 75% of his students have gone on to teach economics at the college or graduate level.

Mr. Boettke “has done more for Austrian economics, I’d say, than any individual in the last decade,” says Bruce Caldwell, an editor of Mr. Hayek’s collected works.

Coletânea de ensaios publicados no OrdemLivre.org

A internet é mesmo uma maravilha. Igor Franco, leitor deste site, reuniu alguns textos publicados aqui no OrdemLivre.org, produziu uma coletânea de ensaios e colocou no Scribd para quem quiser fazer o download. Boa!

Neoliberalismo

Ótimo texto do Henrique Raposo, para o jornal português Expresso, que no aspecto institucional também pode ser aplicado ao Brasil:

O “neoliberalismo” é a palavra-mágica que, num ápice, tudo explica. Pior: é a palavra-mágica que legitima, logo ali, aqueles que a usam. Nesta terra, aquele que gritar “neoliberalismo” é um santo inquestionável. Em Portugal, se usarem esta password da demagogia, os idiotas e os pulhas passam a ser génios e santos. Logo ali.

IV. Curiosamente, neste país onde a palavra “neoliberal” anda nas bocas do mundo, a Constituição impede políticas liberais. Alguma coisa não bate certo nesta “estória”.

The Economist celebra setor agrícola brasileiro

Graças aos empresários brasileiros do setor agrícola a The Economist publica reportagem na edição desta semana com o seguinte conselho: o mundo deve aprender com o Brasil.

Liberdade na Estrada 2010

O dia em que a Bela venceu a Fera

Chavez perdeu pontos para a Miss Universo.

Por que não te calas…

Pela liberalização do jogo

Da liberalização do jogo. Por Carlos Guimarães Pinto.

Apesar do impacto positivo ser evidente, a liberalização do jogo não foi, até hoje, uma causa que interessasse a ninguém no nosso espectro político. A esquerda ainda vê o jogo como coisa de ricos, apesar de, como escrevi acima, as restrições ao jogo tenderem a prejudicar os pobres e a beneficiar um restrito número de empresários. À direita socialista, moralista e paternalista que temos também faltam motivações para avançar para a legalização. E assim se coloca no lixo toda uma indústria, uma fonte de receitas e de empregos.

Contra a censura do humor

Aumenta a mobilização pela liberdade de fazer piadas com políticos durante a capanha eleitoral.

Representantes do humor da televisão e teatro brasileiros reuniram-se ontem (22/08) no Rio de Janeiro para uma passeata de protesto contra a porção da lei eleitoral que censura a atividade do humorista.

O assunto que há algumas semanas movimenta as redes sociais como Twitter e Facebook agora ganha maiores proporções e visibilidade nos principais canais de comunicação do país.

“Com tantas elites, daqui a pouco vai nos faltar povo”

Excelente artigo de Nelson Motta em o Globo de ontem:

Que elite é essa? Não é a dos charutos e vinhos, das madames consumistas e filhos playboys, carros importados e amigos picaretas, dos coronéis rurais e urbanos, dos veteranos mamadores nas tetas do Estado. Esta está com Lula, o obedece no Congresso, financia suas campanhas, apoia seus programas econômicos e sociais. Seria até indelicado reclamar.

As novas elites não nascem na academia, nem no empreendedorismo e nem no mercado produtivo. Como os militares, nos tempos da ditadura, elas estão em toda parte, mas agora vêm dos sindicatos e da militância, são gestores, investidores com o capital alheio, novos poderosos com acesso a verbas e programas. Elas não se baseiam em excelência ou competência profissionais, mas em fidelidade, ideologia e militância. Não é ilegal ou imoral ser dessa elite, só engorda.

Mas a novidade da elite lulo-popular não acabou com a velha elite sarno-patrimonialista, juntou-se a ela nos privilégios. Lula não se contenta em multiplicar os pães e os peixes, multiplica as elites. Em 2020 teremos acabado com a pobreza, basta Dilma vencer. Com tantas elites, daqui a pouco vai nos faltar povo e não teremos mais a quem culpar pelo Brasil ainda não ser, mas só estar próximo, da perfeição – como o nosso sistema de saúde publica, nossos aeroportos e estradas.

Fantasmas do comunismo

Passado e presente se encontram no trabalho do fotógrafo russo Sergey Larenkov.

Em uma série de fotografias do artista, a Berlim capitalista dos dias de hoje é assombrada pelos fantasmas do comunismo da Berlim da época da 2ª Guerra Mundial, evidenciando as mudanças ocorridas com a substituição do antigo regime pelo atual.

Mais fotos pordem ser encontradas no website de Larenkov.

Conheça os ensaios vencedores do Prêmio Bastiat

Leia no OrdemLivre.org:

Drogas: o que se vê e o que se finge não ver, de Rafael Hotz;

Mercado nacional de frangos versus restrição das importações: uma reflexão necessária, de Henriques Viola;

A lei transformada em privilégio, de Cláudio Júnior Damin.

Dieta do Impostão

Além do Dia Nacional da Liberdade de Imposto, evento organizado no mês de maio por várias entidades, dentre as quais o OrdemLivre.org, e a campanha de educação tributária veiculada pela TV Globo, a Firjan criou o site Dieta do Impostão. O Entenda o Impostão é uma forma didática de abordar o tema e mostrar o peso dos tributos na vida de todos os brasileiros.

A palhaçada da censura

Tina Fey seria presa, Will Farrel multado, os programas de John Stewart e Steve Colbert retirados do ar e o Saturday Night Live proibido se a legislação americana imitasse a brasileira no que se refere a sátiras com os candidatos políticos.

No Brasil o TSE proíbe uma das formas mais inteligentes de fomentar a democracia: o humor político.

Em artigo ilustrado para a Folha Online, Danilo Gentili explica a situação da censura imposta sobre os humoristas, e convida a população a participar de uma manifestação para o fim da censura.

Caros Legislativo e Judiciário: nós não cumprimos as leis para servir a vocês. Ao contrário: vocês é que criam e fiscalizam as leis para servirem a nós. E não queremos essa lei em questão. Sim, vocês, nossos funcionários, podem acabar com ela. Nós, que pagamos seus salários (que é maior que o nosso), não queremos essa lei. Não queremos que ela exista, não queremos que ela nos limite e não queremos ser punidos por ela. Então qual a justificativa para ela continuar existindo? Somos o patrão. Acabem com essa limitação já. Simples assim.

No próximo domingo (22), a partir das 15h, no Rio de Janeiro, em frente ao Copacabana Palace, humoristas de todos veículos e canais se reunirão com a população para que, quem sabe assim, vocês percebam que o que está escrito no parágrafo acima é verdade. Não queremos essa lei e todos estaremos reunidos por um HUMOR SEM CENSURA.

“Esta tudo bem entendido ou precisa desenhar?”

Ilustração de Danilo Gentili

Sim, Gentili, é preciso desenhar. Mas será que é suficiente?

O Grande Irmão abre os olhos

A cidade de Leon no Mexico traz uma prática que pode aquecer os corações totalitários mais desiludidos.

Para diminuir o número de crimes, a cidade de Leon está instalando scanners capazes de identificar até 50 pessoas por minuto através da identificação biométrica da retina de cada pessoa. Isso significa que o governo poderá manter o registro da locomoção de qualquer pessoa que passar por áreas escaneadas.

Esse vídeo vídeo mostra o funcionamento dos scanneres menores, mas não menos assustadores:

De acordo com Jeff Carter, CDO da Global Rainmakers, a empresa que desenvolve a tecnologia, o prognóstico para o futuro é uma delícia distópica:

No futuro, seja entrando na sua casa, abrindo o seu carro, entrando no trabalho, comprando remédios, ou acessando seu histórico médico, tudo sairá a partir dessa chave sem igual que é a sua íris. Todos os lugares, coisas e pessoas no planeta estarão conectados dentro dos próximos 10 anos.

Como diria um Ben Franklin do século XXI, um povo que dá sua liberdade, sua privacidade e sua biometria em troca de um pouco de segurança não merece nada disso.

[Via Gizmodo].

Mordaça eleitoral

A notícia de que não é permitido ridicularizar candidatos políticos na TV ou rádio durante a campanha eleitoral no Brasil foi veiculada ontem no jornal londrino The Guardian.

Hoje foi a vez do jornal diário Express [p. 8] – distribuído gratuitamente em todas as estações de metrô de Washington, DC – noticiar o assunto. “Você conhece outra democracia no mundo com regras como essa?”, questiona o apresentador Marcelo Tas.

Agora a piada já não é mais apenas nacional.

Campanha presidencial na TV

JOSÉ SERRA
Programa da campanha do candidato José Serra (PSDB) na TV ontem foi bastante paroquial e monotemático. A saúde é um tema caro e sensível aos brasileiros, mas o primeiro programa talvez devesse apresentar um panorama geral do candidato e os filmes seguintes usados para abordar assuntos específicos. Pareceu campanha de prefeito da província.

DILMA ROUSSEF
O filme da candidata Dilma Roussef (PT) tentou passar a mensagem da preocupação com o Brasil ao mostrar cenas gravadas em várias cidades e um mapa do país sendo cruzado pela candidata. Manteve-se, obviamente, o tom heróico de Lula para Dilma: “um dia isso tudo será seu!”. O único probleminha é que o país não pertence ao primeiro nem pertencerá à senhora, mesmo que ganhe as eleições. Se for para defender a privatização completa do Brasil é melhor que a escolha recaia sobre um empresário competente, pois não?

MARINA SILVA
Marina Silva (PV) é o Al Gore de cocar.