Uma outra Venezuela
20 de Maio de 2008 por Diogo Costa
Na última quinta-feira, dia 15 de maio, o Cato Institute realizou no hotel Waldorf-Astoria em Nova York o jantar de entrega do prêmio Milton Friedman 2008 para o avanço da liberdade. Em suas três últimas edições, o prêmio havia sido entregue a economistas de renome: P.T. Bauer, Hernando de Soto e Mart Laar. Mas, como lembrou Ed Crane em seu discurso de abertura, o prêmio serve para reconhecer tanto as contribuições acadêmicas produzidas em bibliotecas quanto as façanhas de indivíduos ocorridas nas ruas. Crane mencionou o jovem que confrontou os tanques do governo chinês na Praça da Paz Celestial como exemplo de alguém que merecia esse tipo de homenagem.
Esse ano, o prêmio de 500 mil dólares foi para alguém que representa bem esse espírito de resistência diante do autoritarismo socialista. Após receber a estatueta das mãos de Mary O’Grady, Yon Goicoechea deu um entusiasmado discurso sobre como a perseverança e a fé em princípios fundamentais conseguem prevalecer contra a demagogia do populismo e as armas dos policiais:
Sou apaixonadíssimo por meu país, com sua juventude e suas possibilidades. Gostaria de agradecer às pessoas da Venezuela e de todo o mundo que não se silenciam porque acreditam na liberdade e acreditam que podemos viver melhor em meu país. Recebo este prêmio em nome daqueles estudantes que foram às ruas no ano passado na Venezuela lutar contra o totalitarismo e defender a liberdade humana, que é um valor fundamental, e também um valor bastante universal que não tem nada a ver com ideologia. O Prêmio Milton Friedman para a Promoção da Liberdade é muito importante para nós porque nos lembra que o Chávez não é a Venezuela, que há uma outra Venezuela crescendo em nossa terra, uma Venezuela diferente com uma nova perspectiva de vida, governo e modernidade, que quer boas relações com todos os países ao redor do mundo.

Yon Goicoechea
No final do ano passado, o movimento estudantil venezuelano mobilizou-se para derrubar nas urnas o projeto de reforma constitucional idealizado por Hugo chávez. Liderados por Goicoechea, os estudantes fizeram passeatas com dezenas de milhares de participantes, influenciaram a opinião pública, fiscalizaram a contagem de votos e, assim, estragaram os planos que poderiam prolongar indefinidamente a expansão ditatorial do fascismo chavista. Durante a cerimônia, Yon convidou outros jovens estudantes da Venezuela a subirem no palco e dividirem a homenagem com ele. Os rapazes e moças, de camisetas e bandeiras em mãos, foram aplaudidos de pé. Um aplauso que merecem todos aqueles que arriscam sua vida para se oporem a regimes aos quais a oposição é proibida.
Diogo Costa, Yon Goicoechea e Gabriel Araújo
na entrega do Prêmio Milton Friedman 2008

[...] no blogue OrdemLivre.org você pode ler o relato do Diogo Costa, o editor do site que trabalha no Cato Institute em Washington, sobre a cerimônia de entrega do [...]
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