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Há prudência no salário mínimo?

Em seu blog, Igor Taam trata o salário mínimo como uma distorção econômica necessária para impedir a servidão dos trabalhadores. Mas o principal problema econômico do salário mínimo não é uma alteração nos “incentivos e percepções”. É o desemprego das pessoas cuja produtividade não vale, para os empregadores, o pagamento do salário mínimo. Por isso, trabalhadores jovens, os menos qualificados pela falta de experiência, são os mais afetados pelo aumento do salário mínimo. No longo prazo, trabalhadores menos qualificados podem ser substituídos por um número menor de trabalhadores mais qualificados, ou por tecnologias que se tornam economicamente viáveis por causa da imposição de um piso salarial. Conforme dizia Milton Friedman, a lei do salário mínimo simplesmente diz que os empregadores devem discriminar contra os trabalhadores menos capacitados. Como eu conheço o Igor, acredito na honestidade de seus sentimentos, fé que não tenho nos líderes sindicais que se beneficiam do protecionismo dessas legislações. Mas não se deve julgar uma legislação apenas pelas suas intenções. Temos que considerar suas conseqüências, que, no caso do salário mínimo, são perversas. Acho que o Igor deve concordar que, se é degradante trabalhar por tão pouco, é ainda mais degradante ser impedido de trabalhar.

Comentários (3)

  1. [...] blog do OrdemLivre.org, Diogo Costa comenta o salário mínimo: (…) o principal problema econômico do salário mínimo não é uma alteração nos [...]

    Filisteu » Blog Archive » O salário mínimo deveria ser R$0,00
  2. Salário mínimo é um tema delicado por gerar emoções extremas.

    Acho que há uma grande confusão devido ao fato de que, para a maioria das pessoas, a sua renda advém basicamente da remuneração do seu trabalho(mesmo para quem possui aplicações no banco, estas só foram possíveis devido ao ato de poupar parte do salário). Portanto, quando se fala em salário mínimo, o que se está por trás, na verdade, é a idéia de renda mínima. Mas o salário é um preço e, como todo preço, estabelecer limites mínimos ou máximos afetará o equilíbrio que ocorreria naquele mercado, gerando quase sempre resultados indesejados.

    Ao se colocar o problema da renda ao invés do salário, se desloca a discussão pura e simples da adoção do salário mínimo e se passa a discutir quais as melhores políticas* de elevação da renda que podem ser adotadas evitando-se assim uma reação emocional que podemos entender, mas que ainda assim não contribui para o debate.

    *não devemos esquecer que ‘não fazer nada’ também é uma política. Por exemplo, não adotar tarifas alfandegárias é uma política comercial, muito embora os intervencionistas queiram reduzir o sentido de política a uma postura ativda do governo.

    Renato Drumond
  3. [...] 17, 2008 in ranhetices No blog do Ordem Livre, o Diogo Costa comentou meu post sobre o salário mínimo (SM). Há um ano atrás, eu diria que era [...]

    o mínimo, novamente «

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