Ordem Livre

Blog

Assine o feed RSS

Envie para um amigo





Envie para um amigo  Visualizar todos ítens

Que idéia!

Na sociedade civil, quando alguém acha que tem uma boa idéia, tenta aplicá-la em um negócio para ver se funciona, correndo o risco de perder dinheiro caso o público não concorde que a idéia vale à pena ser financiada.

Na política, quando alguém acha que tem uma boa idéia, propõe uma lei para que todas as pessoas sejam obrigadas a segui-la. Se os efeitos impremeditados da tal idéia são um desastre, a perda maior não cai sobre o político, cai sobre o público. Se aprovada a lei que obriga todos os cinemas do estado do Rio a venderem ingressos com poltronas marcadas, quem vai arcar com os prejuízos descritos no parágrafo abaixo não é a Alerj – são os cinemas, as distribuidoras, e as pessoas que vão ao cinema:

Esse tipo de lei já foi aprovado diversas vezes em diversos lugares do Brasil. O Executivo tem vetado sempre, por boas razões. A primeira é que encarece o ingresso. Exige a compra de computadores, implantação do sistema de numeração, gasto com mão-de-obra e instalação de terminais de auto-atendimento para desafogar as bilheterias. A venda sem numeração dura cerca de oito segundos. Com lugar marcado, salta para 20 segundos. Os grandes cinemas, em que o conjunto de salas totalize 1.800 assentos ou mais, não comportam o sistema de lugar marcado. Seria preciso multiplicar as bilheterias, para evitar que filas monstruosas se formassem – afirma o diretor de Relações Institucionais do Grupo Severiano Ribeiro, Luiz Gonzaga De Luca.

Do Globo Online.

Comentários (2)

  1. Mesmo que nenhum desses efeitos ocorresse, ainda há um problema para o lado do consumidor, pelo menos para mim: ter uma noção exata de qual o lugar preferido.

    Eu só consigo ter uma noção de qual o melhor assento quando entro na sala e visualizo a real distância da cadeira para a tela. No caso da venda com lugar marcado, por exemplo, em tese eu não poderia me deslocar para a poltrona ao lado

    simplesmente porque percebi que prefiro este lugar ao primeiro. Digo em tese porque isso realmente só seria respeitado se houvesse fiscalização efetiva, o que torna a lei ainda mais estúpida.

    Renato Drumond
  2. [...] governamental, Rio de Janeiro trackback Pedro Sette e Diogo com um excelente diálogo. Primeiro aqui e depois, aqui. Leia e pense um pouco no que é, de fato, ser liberal. Você pode se [...]

    Eu sei o que é melhor para sua vida, imbecil! « De Gustibus Non Est Disputandum

Adicionar um comentário.

* Preenchimento Obrigatório