Ainda os assentos dos cinemas
25 de Junho de 2008 por Pedro Sette Câmara
Vejam só, quando começamos a discutir determinadas bizarrices estatais corremos o risco de nos perder. Não estou dizendo que foi isso que houve no post do Diogo; só quero fazer um acréscimo.
O que está em jogo não é se é melhor os cinemas terem lugar marcado ou não. Não é descobrir aquilo que é o ideal para então tornarmos obrigatório. A discussão política não pode partir do princípio de que o melhor deveria ser obrigatório, e só resta descobrir o que é o melhor.
Antes, o que está desde sempre em jogo é a sua liberdade de comprar e vender. E isso inclui a sua liberdade de fazer compras ruins, mas perceber que pode fazer compras melhores e “punir” quem presta maus serviços deixando de adquiri-los. Eu mesmo, para dizer a verdade, dou preferência aos cinemas com lugares marcados.
E devo dizer que essa boa iniciativa do setor privado tem mais chance de se universalizar se o governo, em vez de tentar transformá-la em lei, restabelecer a obrigatoriedade de exibição de curtas-metragens brasileiros nos cinemas. Aí sim só vamos querer lugar marcado! Muitas vezes, será imprescindível pular essa parte da sessão e ter o nosso assento garantido.

Pedro,
Não quis escrever um post definitivo sobre o assunto. Apenas achei um bom exemplo para mostrar como a propriedade privada também implica na responsabilidade privada. Enquanto que nas decisões políticas quem custeia o risco é o público. Isso leva os políticos a tomares decisões irresponsáveis, e a sociedade civil a arcar com o fracasso. E impede o processo de descoberta que chamamos de desenvolvimento.
Mas é claro que o motivo principal para se opor a esse tipo de legislação é o que você diz e o Cláudio Shikida sintetiza com franqueza: a arrogância antiliberal do governo que diz “eu sei o que é melhor para você, imbecil!”
Diogo CostaPassei pelo site pela primeira vez e gostaria de dar os parabéns. Como devia ser feliz o tempo em que a lei antitruste americana proibia a associação sindical! Precisamos voltar aos velhos tempos liberais!
anônimoanônimo: lei antitruste, liberal? proibição de associação, liberal?
você está sendo irônico?
Eduardo Habkost