Obama e os libertários
05 de Novembro de 2008 por Claudio Shikida
David Friedman manifestou seu apoio a Obama há algum tempo. Com a vitória deste, será que veremos uma nova era pró-mercados? Esta é a pergunta da vez. O mundo político é cheio de restrições e eu tenho cá para mim que será difícil Obama cumprir os desejos manifestos abertamente por Chávez e Castro. Talvez ele consiga trazer as tropas estacionadas no Iraque de volta para casa, mas a política externa dos EUA terá que arrumar algum substituto para sua esfera de influência no Oriente Médio. Isto pode significar que Obama continuará com a atual aliança com o governo de Israel.
Será Obama um entusiasta do socialismo bolivariano? Aposto que não. A mídia faz uma festa, em certo grau, irrefletida. Disfarça-se um certo anti-Bushismo com uma suposta alegria com a eleição inédita de um presidente negro (lembre-se que, no Brasil, isto ainda não aconteceu, o que levaria o discurso ilógico de alguns esquerdistas a uma sinuca irônica na qual o racismo no Brasil é absurdamente pior que nos EUA).
A vitória de Obama pode ter muitos significados – um deles a renovada demonstração de força da democracia norte-americana – mas certamente nenhum deles é o que a mídia bolivariana divulga. Não haverá uma revolução socialista nos EUA, não é o fim do liberalismo, não é o fim da política externa norte-americana, não significa o fim do bloqueio naval a Cuba, não se trata de apoio tácito a presidentes latino-americanos amalucados e, se a administração de Obama abandonar a América Latina à sua própria sorte, ironia das ironias, fará o mesmo que a administração Bush tentou fazer, no primeiro mandato, até o vergonhoso atentado terrorista de Bin Laden.
Vejamos os próximos passos do novo presidente.

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