Terceirizando o Estado
22 de Janeiro de 2008 por Diogo Costa
O ex-prefeito de Indianápolis e atual professor da Harvard, Stephen Goldsmith, sobre sua participação em um painel governamental onde se discutia as funções inerentes ao governo:
Funções como segurança pública e obrigação do cumprimento da lei costumam ser consideradas inerentemente governamentais. Mas como prefeito de Indianapolis por dois mandatos (1992-1999), eu terceirizei a operação, não apenas de uma cadeia, mas também de um aeroporto e de uma companhia pública – com bons resultados. Era difícil não achar engraçado o fato de que o painel debatia a definição de uma função inerentemente governamental dentro de um prédio federal que estava sob a proteção de uma empresa de segurança privada. Mesmo se pudéssemos concordar nas funções governamentais fundamentais que não deveriam ser contratáveis, permaneceríamos com uma questão espinhosa: o que acontece quando o governo acaba não sendo muito bom em trabalhos inerentemente governamentais?
Antes de nos perguntarmos se o governo executa eficientemente determinada função, devemos nos perguntar se determinada função sequer deve ser executada pelo governo. Conforme vamos notando o número de atividades onde a intrusão estatal não se justifica, acabamos fazendo a mesma pergunta com que Goldsmith intitula seu artigo: “o que sobra para o governo fazer?”. Ou, em outras palavras, sobre quais atividades é justificável que políticos e burocratas impeçam a existência de competição?
Duvido que políticos e burocratas apreciem a resposta.

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