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Moore e Goldman: Uma história de amor

A passagem mais irônica do novo filme de Micheal Moore Capitalism: a love history aparece só nos créditos. Enquanto Moore passa o filme tratando instituições financeiras como o chicote econômico dos demônios, lá no final aparece que o filme é apresentado pela Paramount Vantage em associação com a Weinstein Company. Bob e Harvey Weinstein são produtores executivos do filme.

O interessante é que, como indica The Future of Capitalism, a Weinstein Company foi financiada com capital aconselhado pela Goldman Sachs, mais exatamente 490 milhões de dólares. No press release, o porta voz da Goldman comemora: “estamos muito alegres em ser parte dessa empolgante nova empreitada, e estamos otimistas em manter um relacionamento contínuo com a Weinstein Company”.

Ou seja, a Goldman Sachs foi financeiramente responsável para a produção do filme de Moore que condena as atividades da própria Goldman.

Quando, durante o filme, Michael Moore chega aos escritórios da Goldman Sachs em manhattan dirigindo um carro forte com um alto falante na mão, dizendo “estamos aqui para tomar o dinheiro do povo americano de volta”, o editor de The Future of Capitalism não resiste: “Talvez o Sr. Moore devesse olhar nos seus próprios bolsos”.

Michael Moore já esperando o dinheiro da próxima produção

Michael Moore já esperando o dinheiro da próxima produção

Comentário (1)

  1. Hoje saiu no O Globo um artigo excelente apontando a falha da crítica ao capitalismo que o Moore faz em seu filme, vale a pena dar uma olhada. Chama-se: “Capitalismo de compadres” de João Luiz Mauad.

    Leonardo

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