Ordem Livre

Blog

Assine o feed RSS

Envie para um amigo





Envie para um amigo  Visualizar todos ítens

Liberalismo no Brasil

A The Economist trata um pouco deste mistério: por que é tão escassa a cultura liberal no Brasil?

Segue a tradução dos primeiros parágrafos do artigo pelo OrdemLivre.org:

Assumir explicitamente o liberalismo”, escreveu Roberto Campos, um político e diplomata brasileiro, nadador contra a corrente que faleceu em 2001, “é tão alienígena em um país com cultura dirigista quanto fazer sexo em público.” Sua observação ainda se aplica ao Brasil, onde economistas liberais (no sentido de defensores do livre mercado) são tão raros quanto flocos de neve. A arrecadação do governo como parcela do PDB aumentou continuamente na última década, e está mais próxima agora ao nível de países ricos europeus do que dos colegas de média renda do Brasil. Apesar disso, nenhum dos prováveis candidatos na eleição presidencial de outubro fala em cortar impostos. Os dois candidatos líderes estão ambos na centro-esquerda tributadora e gastadora.

A falta de liberais econômicos no Brasil é ainda mais estranha dada a história do país. No Chile, o liberalismo econômico ficou manchado pela associação com a ditadura militar. Mas a ditadura militar brasileira, entre 1964 e 1985, escolheu um modelo econômico construído em torno de planejamento econômico e importações restritas. É necessário voltar ao século XIX, quando a então monarquia brasileira estava brevemente encantada com os economistas escoceses, para encontrar algo como liberalismo clássico no país.

Uma razão pela qual os liberais estão tão emudecidos desde que o Brasil voltou a ser uma democracia é que o voto nas eleições é compulsório. Isso significa que um grande número de eleitores pobres, que pagam poucos impostos mas se beneficiam dos gastos do governo com assistência social, ajudar a empurrar os partidos na direção de um Estado maior. Se o mesmo sistema valesse nos Estados Unidos, os democratas provavelmente gozariam de uma maioria permanente.

Comentários (2)

  1. “Poucos impostos”?

    André Victor Cicurel Frajtag
  2. Não acredito no Liberalismo Genuíno. Um país irá utilizar políticas públicas de acordo com a conjuntura e o coeficiente de sensibilidade dos agentes econômicos. Vejo que Adam Smith contribui muito para iniciar o pensamento de livre mercado,o tal liberalismo, entretanto, na crise de 1929, tivemos as idéias revolucionárias de Keynes. Em 2008, Keynes foi, novamente, utilizado pelas políticas públicas norte americana. O Liberalismo americano é falso quando se trata de sua política externa (invasão do Iraque, Bloqueio comercial de Cuba, investimento maciço no campo militar, altos defícits públicos,etc). Sabemos muito bem que a estrutura de poder dos EUA é tendenciosa e manipuladora, contudo, admiro a cultura empreendedora da sociedade americana. Os centros de inteligência e a capacidade de construção de mercado ( Intel, Microsoft, IBM,MIT, Havard etc). Agora, a América Latina devido seu processo de colonização construiu uma sociedade empobrecida e à revelia de um desenvolvimento sustentável por causa do grande peso das idéias escravocratas e da próprio relacionamento de poder ( Barão de Mauá que o diga), enfim, a A.L foi mal preparada para economia de mercado, com uma presença doentia do Estado que produz mal e aloca os recursos de modo não producente, haja vista, nossa Vale do Rio Doce,hoje, um império nas mãos da iniciativa privada.
    Sei que estou fazendo apenas uma análise superficial do modelo, contudo, precisamos pensar e analisar, a rigor, a construção do homem. Esse, sim, é o fator determinante do equilíbrio: econômico, político, social. A construção cultural é a condicion si ne qua non do desenvolvimento de quaisquer nações.

    Ricardo André

    Diretor da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Município de Petrópolis

    Ricardo André

Adicionar um comentário.

* Preenchimento Obrigatório