Glenn Beck e o perigo populista
01 de Setembro de 2010 por Diogo Costa
O blog Democracia na América da revista The Economist questiona se o libertarismo latente em Glenn Beck basta para neutralizar os aspectos macabros do seu populismo, como o imperialismo e a xenofobia.
"Em um comentário simpático ao pedido enfadonho de Glenn Beck por um nacionalismo cristão mais tenro e gentil, Jonah Goldberg [autor de Fascismo de Esquerda] dá o seu alerta: 'Eu confesso que se Beck não fosse um libertário, eu acharia seu populismo aterrorizante'".
A revista desconfia do otimismo de Goldberg: "a veia libertária pessoal do Sr. Beck é simplesmente irrelevante se seu populismo revigora e apela para alguns dos eleitores americanos mais conservadores e menos libertários".
O teste da direita americana é criar um movimento americano que promova os valores conservadores dos Estados Unidos por vias estritamente pacíficas, sem apelar para a imposição política. Não é tarefa fácil, mas, se há algum país no mundo capaz de cumpri-la, é a terra de William Penn.
A palhaçada da censura
19 de Agosto de 2010 por Diogo Costa
Tina Fey seria presa, Will Farrel multado, os programas de John Stewart e Steve Colbert retirados do ar e o Saturday Night Live proibido se a legislação americana imitasse a brasileira no que se refere a sátiras com os candidatos políticos.
No Brasil o TSE proíbe uma das formas mais inteligentes de fomentar a democracia: o humor político.
Em artigo ilustrado para a Folha Online, Danilo Gentili explica a situação da censura imposta sobre os humoristas, e convida a população a participar de uma manifestação para o fim da censura.
Caros Legislativo e Judiciário: nós não cumprimos as leis para servir a vocês. Ao contrário: vocês é que criam e fiscalizam as leis para servirem a nós. E não queremos essa lei em questão. Sim, vocês, nossos funcionários, podem acabar com ela. Nós, que pagamos seus salários (que é maior que o nosso), não queremos essa lei. Não queremos que ela exista, não queremos que ela nos limite e não queremos ser punidos por ela. Então qual a justificativa para ela continuar existindo? Somos o patrão. Acabem com essa limitação já. Simples assim.
No próximo domingo (22), a partir das 15h, no Rio de Janeiro, em frente ao Copacabana Palace, humoristas de todos veículos e canais se reunirão com a população para que, quem sabe assim, vocês percebam que o que está escrito no parágrafo acima é verdade. Não queremos essa lei e todos estaremos reunidos por um HUMOR SEM CENSURA.
"Esta tudo bem entendido ou precisa desenhar?"
Sim, Gentili, é preciso desenhar. Mas será que é suficiente?
O Grande Irmão abre os olhos
18 de Agosto de 2010 por Diogo Costa
A cidade de Leon no Mexico traz uma prática que pode aquecer os corações totalitários mais desiludidos.
Para diminuir o número de crimes, a cidade de Leon está instalando scanners capazes de identificar até 50 pessoas por minuto através da identificação biométrica da retina de cada pessoa. Isso significa que o governo poderá manter o registro da locomoção de qualquer pessoa que passar por áreas escaneadas.
Esse vídeo vídeo mostra o funcionamento dos scanneres menores, mas não menos assustadores:
De acordo com Jeff Carter, CDO da Global Rainmakers, a empresa que desenvolve a tecnologia, o prognóstico para o futuro é uma delícia distópica:
No futuro, seja entrando na sua casa, abrindo o seu carro, entrando no trabalho, comprando remédios, ou acessando seu histórico médico, tudo sairá a partir dessa chave sem igual que é a sua íris. Todos os lugares, coisas e pessoas no planeta estarão conectados dentro dos próximos 10 anos.
Como diria um Ben Franklin do século XXI, um povo que dá sua liberdade, sua privacidade e sua biometria em troca de um pouco de segurança não merece nada disso.
[Via Gizmodo].
Leia Ayn Rand
13 de Agosto de 2010 por Diogo Costa
Em uma empreitada atlética, Nick Newcomen fez o que randeano algum havia feito.
Usando o GPS como caneta, os Estados Unidos como papel, escreveu a maior mensagem do mundo:
Leia Ayn Rand.
Newcomen sincronizou seu GPS com o Google Earth, que gravava por onde seu carro passava. Depois de dirigir 22 mil quilômetros por 30 estados americanos, o sujeito conseguiu escrever a maior mensagem capitalista da história. “Na minha opinião, se mais pessoas lesssem seus livros, o país estaria muito melhor”, disse Newcombe.
Ayn Rand estaria orgulhosa.
12 de Agosto de 2010 por Diogo Costa

O Liberdade na Estrada 2010 promete ser ainda maior e melhor que no ano passado. O OrdemLivre.org vai reunir pela segunda vez alguns dos principais intelectuais brasileiros e colocar os pés e as cabeças na estrada. Iremos visitar 12 cidades e universidades, do Sul ao Norte do país, entre os dias 13 de Setembro e dia 8 de Outubro.
O objetivo agora é aproveitar um importante ano eleitoral para debater ideias sobre o passado, o presente e o futuro do país. Afinal, qual é o Brasil que queremos ser?
Com três conferências e duração de três horas e meia, os seminários do Liberdade na Estrada propõem debater com os estudantes as ideias políticas em voga nos principais países do mundo, colocando o Brasil em uma perspectiva liberal e contemporânea.
Estrutura dos seminários
Apresentação do tema e do projeto Liberdade na Estrada
1ª Palestra:
O Brasil que precisamos resgatar (30 min)
- Discussão (20 min)
- Intervalo (10 min)
2ª Palestra:
O país do presente: uma plataforma para reforma (30 min)
- Discussão (20 min)
- Intervalo (10 min)
3ª Palestra:
O Brasil que queremos ser: responsabilidade individual e obrigação social (30 min)
- Discussão (20 min)
- Encerramento

O que os ingleses têm a ensinar
12 de Agosto de 2010 por Diogo Costa
“Por quase 200 anos, a Inglaterra dominou 500 milhões de pessoas em seis continentes – uma época em que era comum dizer que o sol nunca se põe no Império Britânico. Hoje, no entanto, o sol se põe no Império Britânico precisamente às 5:47 pm GMT”. A tirada é do Atlas do The Onion, em que o Reino Unido é satirizado como um país voltado para o passado, "abrindo o caminho para o século XIX".
Caricaturas a parte, o resto do mundo, e principalmente o Brasil, ainda tem muito o que aprender com os ingleses. Em matéria de política, o novo governo britânico tem trabalhado para desfazer o mito retrógrado, e mostrar que respeito pelas tradições não impede avanços institucionais.
De acordo com matéria da The Economist, a coalizão entre conservadores e liberal-democratas já está mostrando bons frutos. As duas principais mensagens são reduzir e descentralizar. As ações mais emblemáticas são os cortes orçamentários do governo de David Cameron, sacrificando porcentagens significativas de ministérios e agências em favor de responsabilidade fiscal.
Mas há uma visão que transcende a dieta dos gastos públicos. É a visão de uma sociedade mais independente e, portanto, mais eficiente. De acordo com a revista:
Por algum tempo o Sr. Cameron, provocado pelo seu conselheiro doméstico mais próximo, Steve Hilton, tem falado da criação de uma Grande Sociedade, com mais cidadãos voluntários tomando o trabalho do Estado. No gabinete, essa ideia vaga se formalizou em uma descentralização radical: entregando poder aos pais para dirigir as escolas, aos clínicos gerais para dirigir o sistema de saúde, aos eleitores locais para escolher os comissários de polícia. Em muitos casos, em vez de apenas reduzir a oferta do estado, os Tories querem reduzir a demanda pelo estado, transformando uma cultura na qual os britânicos iam em busca do estado para serviços e respostas que eles mesmo podiam providenciar.
Nelson Rodrigues dizia que a Inglaterra era uma paisagem sem ingleses; que o inglês típico não existia. Para quem está acostumado a identificar os ingleses com a recusa às mudanças, o inglês não existe mesmo.
Enquanto os políticos ingleses estão abrindo o caminho das inovações políticas, os políticos brasileiros continuam com a mentalidade do dirigismo, que é preciso investir em setores estratégicos, ou inflar ainda mais o número de ministérios.
O mundo está definindo as políticas do séc XXI, nossos políticos estão digerindo as do século XIX.
Lula, Cabral, e o tênis como meio de produção
10 de Agosto de 2010 por Diogo Costa
"Tênis é esporte da burguesia, porra", respondeu Lula ao ser indagado por um menino de 17 anos por que vivem fechadas as quadras de um complexo esportivo estatal da periferia carioca.
Se tênis é esporte da burguesia, o Brasil precisa de mais burgueses como Leandro, o menino de 17 anos que gravou o vídeo acima.
Domingo fui assistir à final da Legg Mason Tennis Classic. Venceu um argentino. David Nalbandian derrotou Marcos Baghdatis com facilidade. Pelo terceiro ano consecutivo um argentino é campeão da Legg Mason.
A depender de Lula, vai continuar dando Argentina. Tênis é o novo meio de produção do marxismo petista. Nós brasileiros somos proletários demais para pegar numa raquete.
Se Leandro tiver mesmo esse espírito burguês que o presidente tentou exorcizar, não vai ser o escárnio de Lula e Sérgio Cabral que lhe impedirá de praticar o esporte. Historicamente, as sociedades comerciais recompensam e fortalecem a perseverança, como notou a economista Deirdre McCloskey em seu livro Bourgeois Virtues [Virtudes Burguesas]. Os empreendedores não nascem burgueses, mas se fazem burgueses por determinação própria, por "ver o futuro como algo diferente da estagnação ou da recorrência eterna, por infundir um propósito no trabalho do dia a dia", diz McCloskey.
Por outro lado, Lula e Sérgio Cabral exemplificam os piores vícios da aristocracia. Não aceitam ter chamada a atenção pela plebe. Suburbano com senso crítico está fazendo papel de "otário".
No Alasca, Sarah Palin só precisou girar os olhos numa conversa com uma professora para causar polêmica. No dia seguinte a CNN já noticiava a controversa virada de olhos.
Aí está a diferença. Nos EUA, uma ex-candidata a vice faz um gesto indelicado, gira os olhos, e logo já tem de se retratar publicamente. Aqui, o presidente da república e o governador do Rio de Janeiro xingam um garoto e fica por isso mesmo. Não precisam dar satisfações. A mídia noticia sem muito espanto. O eleitorado não se move ao mínimo.
Se inconformismo com a estagnação é coisa da burguesia, o Brasil precisa de mais burgueses e de menos aristocratas.
Conservadores e liberais
19 de Julho de 2010 por Diogo Costa
Bryan Caplan resolveu aplicar um pouco de esquizofrenia para fazer um debate solitário entre conservadorismo e liberalismo. Vou pegar carona e, com menos cinismo, dizer o que liberais e conservadores podem aprender uns com os outros.
O que os liberais devem aprender com os conservadores:
A complexidade do real não pode ser reduzida a um sistema. Mesmo que se defina princípios de justiça, se estabeleça a liberdade como o bem comum, e se compreenda os fundamentos econômicos a mover as decisões individuais, ainda assim, os casos particulares que encontraremos no mundo não conseguirão ser completamente prescritos por modelos axiomáticos. Devemos permitir que regras se desenvolvam em vez de tentarmos aplicar o mesmo código legal a todas as sociedades existentes ou vindouras.
O que os conservadores devem aprender com os liberais:
As circunstâncias não devem triunfar sobre a razão. Rousseau queria subjugar todas as instituições humanas a uma justificativa racional, mas submeter a espontaneidade do processo civilizatório a um planejamento racionalista produz tirania, miséria e injustiças. Rousseau estava errado. Seu erro, no entanto, não impossibilita alcançarmos justificativas racionais para abolirmos instituições que perpetuam injustiças ou obstruem o desenvolvimento econômico. Só porque devemos começar nossa análise da sociedade a partir do status quo, não significa que devemos sempre terminar por defendê-lo. O familiar não merece uma defesa temperamental, mas uma investigação baseada na compreensão das ordens espontâneas, para que possa ser reformado quando houver razão suficiente para fazê-lo.
Essas são duas representações dos seguidores de Rothbard e Oakeshott. Alguns liberais dirão que Rothbard não era tão sistemático. Outros conservadores dirão que Oakeshott não era tão temperamental. Minha esperança é que esses poucos eduquem melhor seus correligionários.
Número de pássaros mortos
19 de Julho de 2010 por Diogo Costa
Alex Tabarrok coloca em perspectiva os danos a fauna causados pelo vazamento da BP:
Número de pássaros mortos por causa do vazamento de petróleo da BP: pelo menos 2.188 e contando.
Número de pássaros mortos em parques eólicos: 10.000-40.000 anualmente.
Número de pássaros mortos atropelados por carros: 80 milhões anualmente.
Número de pássaros mortos por gatos: Centenas de milhões a 1 bilhão anualmente.
Não se preocupe. Há algumas boas notícias.
Número de pássaros mortos por causa da indústria da pesca: dezenas a centenas de milhares anualmente (felizmente para os pássaros, algumas dessas indústrias estão agora fechadas).
Para sair de trás do Butão
16 de Julho de 2010 por Diogo Costa
Passando do existencialismo ao chulismo em duas linhas, Lula dispara um ataque contra o governo de São Paulo pela morosidade na concessão de licenciamentos emitidos pelo estado. Diz o presidente:
"Nossa passagem pela Terra é muito curta. Não dá para ficar a vida inteira esperando a boa vontade de um burocrata com a bunda na cadeira, no ar condicionado, sentado sem se preocupar em como o povo vai viver."
Certíssimo. Quanto mais dificuldade há para empreender, menos incentivos existem para o desenvolvimento econômico e a mobilidade social. O governo de São Paulo até merece crédito por ter levado a sério a análise do Doing Business Brasil, o relatório do Banco Mundial que examinou a facilidade de se conduzir negócios em diversos estados brasileiros. Em 2006, o tempo para se abrir uma empresa no estado de São Paulo era maior do que em qualquer outro estado brasileiro analisado pelo estudo. Desde então, o governo iniciou um processo de desburocratização administrativa que reduziu significativamente o custo e o tempo necessário para abrir e administrar uma empresa. Mas ainda há muito a ser feito.
Agora é a vez do próprio presidente da república ler o Doing Business mundial e exigir do governo federal agilidade para erguer o Brasil da 129a. posição no ranking mundial de facilidade de conduzir negócios. O país caiu duas posições no último ano, e permanece atrás de países como Nigéria, Paraguai e Butão.
Enquanto isso, a sociedade brasileira continua esperando a boa vontade de um político para movimentar um projeto de desburocratização nacional.
Vídeo Bridges of Prosperity
15 de Julho de 2010 por Diogo Costa
Belos exemplos de harmonia social entre as nações criada pelo comércio livre.
Escrevinhando o futuro
12 de Julho de 2010 por Diogo Costa
Se o Brasil é o país do futuro, e as crianças são o futuro do Brasil, está na hora de tirar o manual de escatologia da estante.
As crianças brasileiras estão sendo treinadas por professores que vêm para doutrinar, propagandear e (se der tempo) instruir. Quem admite isso são os próprios, claro que com outras palavras. Como lembra a revista Profissão Mestre, a principal missão para 72% dos professores entrevistados pela CNT/Sensus seria "formar cidadãos conscientes". Mais de 60% pretendem "desenvolver a criatividade e o espírito crítico". Apenas 8% preferem transmitir conhecimento. Para quem não sabe, o resultado da equação cidadão consciente + espírito crítico - conhecimento básico = sujeito que sabe desenhar o bigodinho de Hitler na foto do George Bush, mas não consegue apontar Berlim nem Washington no mapa.
Um modelo do conscientizador crítico é o professor Leon Denis, de São Paulo. Ao ser acusado de doutrinar seus estudantes com a pregação do veganismo, o Prof. Denis se defendeu alegando apenas "apresentar o veganismo como uma solução ética a todos os crimes cometidos pelo homem aos não-humanos, aos ecossistemas e a si mesmo em nome de Deus, da ciência, da tradição, da ordem e do progresso". Não é necessário entrar no mérito da moralidade de se consumir produtos animais. Se a criança que toma danoninho é conivente na escravização dos bovinos não vem ao caso. O fato é que o veganismo não é uma solução para os crimes cometidos contra os animais. O veganismo se caracteriza exatamente por definir o que são os crimes cometidos contra os animais. Antes de apresentar sua solução, o veganismo se identifica como a criação de um problema (real ou não) que sequer passa na cabeça das pessoas que adoçam suas bebidas com mel de abelha. Seria como dizer que o marxismo é a solução para o problema do materialismo histórico quando, na verdade, o conceito de materialismo histórico só faz sentido dentro da estrutura de pensamento marxista.
Para evitar esses disparates, há quem reivindique vigorosamente que os professores sejam mais imparciais ao lecionar as matérias. É uma causa louvável. Desejo-lhes boa sorte na batalha, mas mantenho meu ceticismo. Se indignação pública bastasse para gerar uma mudança de comportamento, o único problema do congresso brasileiro seria providenciar a canonização em massa dos deputados. Com tanta indignação popular contra a corrupção, todos os nossos políticos já seriam santos.
Por isso, além do meu apoio à condenação pública dos doutrinadores, vou deixar três sugestões práticas.
A primeira seria mudar a estrutura do ensino brasileiro. Enquanto as propostas de Brasília acreditam que “o estado deve normatizar, controlar e fiscalizar todas as instituições de ensino sob os mesmos parâmetros e exigências aplicados no setor público”, os pais de alunos deveriam exigir um ambiente mais plural, que permitisse às escolas maior diferenciação de conteúdo. Nada de currículo unificado. Deixemos as escolas criar seus próprios programas de ensino. Professores e escola seriam recompensados por métodos diferentes para estudantes diferentes, em vez de procurar uma homogenia da educação.
A segunda seria fazer com que os vestibulares brasileiros se tornem mais parecidos com o teste padrão para as universidades americanas, o SAT. Enquanto os vestibulares tentam medir o "pensamento crítico" do aluno, assim como as informações prévias de determinadas áreas, o SAT tenta medir a aplicação da inteligência dos estudantes para a solução de problemas. Com um critério de avaliação que preza mais pela inteligência e menos pelo adestramento, as escolas enfocariam mais aprimorar as faculdades cognitivas dos estudantes, e não se preocupariam tanto em inculcar uma cartilha.
O terceiro é a possibilidade de criar nossos filhos de uma maneira menos burocrática — permitir a suas experiências educativas ir muito além da formalidade escolar. Não falo apenas de áreas como artes e esportes, mas também de atividades que permitam às crianças explorar possibilidades de empreender e trabalhar (e aqui não quero dizer ir para as fábricas ter os braços amputados, mas coisas infantis que garotos de outros países fazem, como entregar jornais ou cuidar do jardim do vizinho).
Recentemente, um artigo do Chicago Sun Times suscitou polêmica ao criticar umas crianças que estavam distribuindo limonada gratuitamente em algum bairro americano. A autora Terry Savage defende a prática comum nos Estados Unidos das crianças venderem limonada no verão por ensinar às crianças como a economia funciona num mundo escasso. Ao dar limonada gratuitamente, as crianças se esquecem de que tudo tem um custo e ficam acostumadas a pedir benefícios como se tudo viesse de graça.
Meu pedido é muito menos severo do que o de Savage. Gostaria apenas que as crianças brasileiras vissem esse empreendedorismo infantil como uma possibilidade, que desenvolvessem um senso de como é concebível servir aos seus semelhantes e ainda ser recompensado pelo serviço prestado. No Brasil, uma brincadeira dessas correria o risco de esbarrar numa burocracia mais complicada do que os pais da criança seriam capazes de entender.
Tratamos os estudantes como se todos estivessem se preparando para uma mesma carreira, a de professor universitário (com consciência crítica). Depois queremos que os professores com consciência crítica se tornem engenheiros, empresários, médicos, pilotos, padeiros e açougueiros. Não é de se espantar que um número exagerado deles acabem tentando ser professores, e muitos mais estejam dispostos a desistir de qualquer vocação para se tornarem funcionários públicos.
Minha esperança está em acreditar que a escola não tem o impacto que imagina ter. Quando converso com os estudantes brasileiros, vejo que muitos deles estão abertos a novas ideias e a novas experiências. Em vez de escrevermos sobre como tudo está perdido, devemos trabalhar para reformar o Brasil que queremos ser.
12 de Julho de 2010 por Diogo Costa
Se o Brasil é o país do futuro, e as crianças são o futuro do Brasil, está na hora de tirar o manual de escatologia da estante.
As crianças brasileiras estão sendo treinadas por professores que vêm para doutrinar, propagandear e (se der tempo) instruir. Quem admite isso são eles, em pesquisa CNT/Sensus. Claro que com outras palavras. A principal missão para 72% dos professores entrevistados seria "formar cidadãos conscientes". Mais de 60% pretendem "desenvolver a criatividade e o espírito crítico". Apenas 8% prefere transmitir conhecimento. Para quem não sabe, o resultado da equação cidadão consciente + espírito crítico - conhecimeno básico = sujeito que sabe desenhar o bigodinho de Hitler na foto do George Bush, mas não consegue apontar Berlim nem Washington no mapa.
Um modelo do conscientizador crítico é o professor Leon Denis, de S. Paulo. Ao ser acusado de doutrinar seus estudantes com a pregação do veganismo, o Prof. Denis se defendeu alegando apenas "apresentar o veganismo como uma solução ética a todos os crimes cometidos pelo homem aos não-humanos, aos ecossistemas e a si mesmo em nome de Deus, da ciência, da tradição, da ordem e do progresso". Não é necessário entrar no mérito da questão se consumir produtos animais é crime ou não. Se a criança que toma danoninho é conivente na escravização dos bovinos não vem ao caso. O problema é que o veganismo não é uma solução para os crimes cometidos contra os animais. O veganismo se caracteriza exatamente por definir o que são os crimes contra os animais. Antes de apresentar sua solução, o veganismo se identifica como a criação de um problema (real ou não) que sequer passa na cabeça das pessoas que adoçam suas bebidas com mel de abelhas. Seria como dizer que o marxismo é a solução para o problema do materialismo histórico quando, na verdade, o conceito de materialismo histórico só faz sentido dentro da estrutura de pensamento marxista.
Há quem reivindique vigorosamente que os professores sejam mais imparciais ao lecionar as matérias. É uma causa louvável. Desejo-lhes boa sorte na batalha, mas mantenho meu ceticismo. Se indignação pública conseguisse gerar uma mudança de comportamento, o único problema do congresso brasileiro seria providenciar a canonização em massa dos deputados. Com tanta indignação popular contra a corrupção, todos os nossos políticos já seriam santos.
Uma solução mais realista envolve, além da condenação pública dos doutrinadores, três medidas práticas.
A primeira seria mudar a estrutura do ensino brasileiro. Enquanto as propostas de Brasília acreditam que “o Estado deve normatizar, controlar e fiscalizar todas as instituições de ensino sob os mesmos parâmetros e exigências aplicados no setor público”, os pais de alunos deveriam exigir um ambiente mais plural, que permitisse às escolas maior diferenciação de conteúdo. Nada de currículo unificado. Deixemos as escolas criar seus próprios programas de ensino. Professores e escola seriam recompensados por métodos diferentes para estudantes diferentes, em vez de procurar uma homogenia da educação.
A segunda seria fazer com que os vestibulares brasileiros se tornem mais parecidos com o teste padrão para as universidades americanas, o SAT. Enquanto os vestibulares tentam medir o "pensamento crítico" do aluno assim como as informações prévias de determinadas áreas, o SAT tenta medir a aplicação da inteligência dos estudantes para a solução de problemas. Com um critério de avaliação que preza mais pela inteligência e menos pelo adestramento, as escolas focariam mais em aprimorar as faculdades cognitivas dos estudantes, e não se preocupariam tanto em inculcar uma cartilha.
O terceiro é a possibilidade de criar nossos filhos de uma maneira menos burocrática - permitir a suas experiências educativas ir muito além da formalidade escolar. Não falo apenas de áreas como artes e esportes, mas também de atividades que permitam às crianças explorar possibilidades de empreender e trabalhar (e aqui não quero dizer ir para as fábricas ter os braços amputados, mas coisas infantis que garotos de outros países fazem como entregar jornais ou cuidar do jardim do vizinho).
Recentemente, um artigo do Chicago Sun Times suscitou polêmica ao criticar umas crianças que estavam distribuindo limonada gratuitamente em algum bairro americano. Terry Savage defende a prática comum nos Estados Unidos das crianças venderem limonada no verão por ensinar às crianças como a economia funciona num mundo escasso. Ao dar limonada gratuitamente, as crianças se esquecem de que tudo tem um custo e ficam acostumadas a pedir benefícios como se tudo viesse de graça.
Meu pedido é muito menos severo do que o de Savage. Gostaria apenas que as crianças brasileiras vissem esse empreendedorismo infantil como uma possibilidade, que desenvolvessem um senso de como é concebível servir aos seus semelhantes, e ainda ser recompensado pelo serviço prestado. No Brasil, uma brincadeira dessas esbarraria numa burocracia mais complicada do que os pais da criança seriam capazes de entender.
Tratamos os estudantes como se todos estivessem se preparando para uma mesma carreira, a de professor universitário (com consciência crítica). Depois queremos que os professores com consciência crítica se tornem engenheiros, empresários, médicos, pilotos, padeiros e açougueiros. Não é de se espantar que um número exagerado deles acabem tentando ser professores, e muitos mais estejam dispostos a desistir de qualquer vocação para se tornarem funcionários públicos.
Minha esperança está em acreditar que a escola não tem o impacto que imagina ter. Quando converso com os estudantes brasileiros, vejo que muitos deles estão abertos a novas ideias e a novas experiências. Em vez de escrevermos sobre como tudo está perdido, devemos trabalhar para reformar o Brasil que queremos ser.
Você é de esquerda ou apenas acredita ser?
08 de Julho de 2010 por Diogo Costa
Um recente estudo do economista James Rockey da Universidade de Leicester concluiu que os eleitores são menos de esquerda do que se dizem. A pesquisa revelou que, ao serem questionadas sobre assuntos específicos, pessoas auto identificadas de esquerda oferecem respostas mais liberais ou conservadoras. Por exemplo, em vez de defenderem a igualdade econômica, como seria esperado, os supostos esquerdistas consideram justo o pagamento diferenciado para pessoas mais eficientes em suas ocupações. Dos 280.000 entrevistados em 84 países, “os mais educados em média acreditam ser mais de esquerda do que suas crenças em assuntos substantivos parecem sugerir".
Esse é mais um diagnóstico da ignorância racional crônica (ou pura irracionalidade, como sugere Caplan) que afeta os eleitores de qualquer democracia. Se fossem mais bem informados, provavelmente uma parcela significativa do eleitorado não votaria em alinhamento com os partidos de esquerda.
Não é de se espantar que a educação econômica seja uma bandeira liberal (Via Freakonomics).
Hayekianismo piorado, a grande esperança
07 de Julho de 2010 por Diogo Costa
No artigo de hoje para este site, André Azevedo Alves crê no reavivamento de Hayek como um possível antídoto para o keynesianismo. Em uma linha parecida, o economista Gerald O'Driscoll escreve no Wall Street Journal que a discussão econômica atual é uma continuação do grande debate inaugurado por Keynes e Hayek.
Na conclusão, O'Driscoll nota que, apesar da influência de Keynes sobre os políticos americanos, as políticas atuais são piores do que as ideias de Keynes:
Todo gasto é igualmente produtivo ou as políticas do governo devem tentar estimular o investimento privado? Se a segunda opção estiver correta, Obama está seguindo os passos de FDR e impedindo a recuperação. Ele demoniza as empresas e cria um regime de incerteza por meio de novas regulamentações e programas custosos. Nesse sentido, ele não segue nem Hayek nem Keynes, já que a criação de falta de confiança é considerado destrutivo para ambos.
Keynes lembrava que os homens práticos eram movidos por ideias de algum economista morto. Mas a história é ainda mais desalentadora. Os homens práticos são movidos por versões pioradas das ideias de algum economista morto.
O caso brasileiro é pior que o americano porque o regime de incerteza aqui não é a exceção. É a regra. A falta de uma constituição mais sólida como a americana faz com que no Brasil o império da lei (rule of law) tenha menos legitimidade que o império do povo. A opinião do povo é volúvel, e um sistema jurídico baseado na autoridade direta do povo destrói qualquer certeza necessária para o desenvolvimento duradouro. A democracia constitucional funcional porque a carta maior limita as arbitrariedades populares.
Se o governo americano adota um keynesianismo piorado em seus momentos mais imprudentes, o brasileiro adota o keynesianismo piorado em seus momentos de lucidez. Para que Hayek triunfe sobre Keynes, precisamos que primeiro Locke triunfe sobre Austin. Quando o limite da ação estatal for bem definido no Brasil poderemos ter esperança de que um dia o hayekianismo piorado seja finalmente adotado.
Quem são os medíocres?
29 de Junho de 2010 por Diogo Costa
A secretaria de políticas de ciência e tecnologia da Casa Branca postou o seguinte comentário em seu twitter: Os cientistas concordam quanto às mudanças climáticas... os poucos que não concordam? Não fazem parte da nata. O link que seguiu a mensagem direcionava a um paper recentemente publicado pelo Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) sob o título "Expert credibility in climate change" [A credibilidade dos especialistas nas mudanças climáticas]. A tese do paper era mostrar que em matéria de aquecimento global, os céticos são academicamente inferiores aos crentes. Para tanto, mediram a credibilidade dos climatologistas de acordo com o número de publicações de cada um. Como os climatologistas dissidentes são menos publicados, sua opinião vale menos.
A ironia é que um paper que pretendia mostrar a mediocridade da pesquisa dos seus oponentes acabou sendo uma evidência da mediocridade do grupo que pretendem defender. Em artigo para a revista Slate, Michael Levy, que não é um cético, critica a metodologia do estudo, apontando que a relevância das citações não foi ponderada, nem as diferentes especialidades dos cientistas examinados.
Há um erro mais flagrante. Se os céticos dissidentes estão corretos em dizer que estão sendo silenciados por seus colegas, o resultado da pesquisa não poderia ser outro que não mostrá-los como uma minoria isolada, cuja influência não repercute na grande maioria dos trabalhos de climatologistas que alarmam para o cataclismo iminente a ser causado pelo aquecimento global. Conforme explica Levy:
If skeptics are being shut out of journals, their publication counts would go down, which would produce precisely the results shown in the PNAS paper. The same logic applies to the skeptics' claim that they are being starved of research funding for political reasons. The authors make no attempt to tease out the extent to which prejudice, rather than a disparity in expertise, can explain why so few skeptics rank among the top climate authors. Their conclusion is thus far less significant than they imply.
A única coisa que o estudo prova é que existe definitivamente uma parcela dos alarmistas globais fazendo um trabalho realmente medíocre.
Em defesa do jabá
17 de Junho de 2010 por Diogo Costa
O jabá criou um sistema perverso que cerceia a diversidade cultural e restringe a economia da cultura.Quem paga para executar sua música no rádio cria a ditadura do gosto.
A partir da nova lei, quem fizer isso será processado. Se você legitima um sistema que define o que vai ser apresentado nas rádios e TVs, você está cerceando a liberdade, excluindo boa parte dos autores.
O jabá se caracteriza como concorrência desleal.
Foram essas as palavras do ministro de Cultura Juca Ferreira, ao ser entrevistado sobre a nova lei de direitos autorais.
A flexibilização dos direitos autorais para a nova conjuntura cultural do século XXI é uma iniciativa importante, mas a criminalização do jabá não se adequa ao avanço jurídico na era digital.
Qual direito está sendo violado quando um artista paga para que a rádio toque sua música? Certamente não é o direito das partes envolvidas na transação, que espontaneamente participam dela. Se a rádio é minha, o critério para a seleção das músicas é minha responsabilidade. Se confio no gosto do DJ, nos pedidos dos ouvintes, nos pontos do ibope, ou na quantia que os artistas e gravadoras me pagam, a decisão cabe a mim. Se você não gosta do meu critério, pode ouvir outra rádio.
No entanto, pode-se dizer que os ouvintes que ouvem minha rádio por confiarem no gosto do DJ sem saber que é o jabá que determina a seleção de músicas são vítimas de fraude. É um ponto válido, mas facilmente solucionável. Basta que a rádio anuncie que suas músicas não são selecionadas pelo DJ, ou que determinada música é patrocinada por alguma gravadora. Se as redes de TV vendem seu tempo para programas comerciais e as revistas e jornais imprimem matéria paga, por que o mesmo tratamento não se aplica às rádios? Só por que o produto anunciado é uma canção, e não um detergente, não significa que outros artistas estão sendo injustamente punidos. Como diz Tyler Cowen neste artigo:
O jabá não é diferente da mera compra de tempo de propaganda. Em vez de ouvirmos um jingle comercial, nós ouvimos uma música. Faz-se assim propaganda do intérprete e da própria música. A criminalização do jabá impede que as estações de rádio façam propaganda de música, o produto de maior interesse da sua audiências.
Além do mais, o jabá é uma das formas que novos artistas encontram para apostar no próprio sucesso. Do contrário, precisam depender de conexões e das amizades certas. Às vezes é mais fácil convencer um patrocinador do que conseguir espaço por meio do networking. Tyler Cowen lembra que o jabá ajudou a gêneros musicais menos tradicionais (como o rock) ou racialmente discriminados (como o r&b) a entrarem na programação das rádios americanas na primeira metade do século XX:
A receita do jabá diminuía o favoritismo do DJ e a discriminação racial. Quando mais os DJs recebem uma renda extra para tocar os seus produtos mais populares, menos eles estão dispostos a favorecer seus próprios preconceitos raciais e pessoais e mais inclinados eles estão a atender a vontade dos consumidores. O valor de incluir certa música na programação, isto é, seu valor de jabá, é normalmente mais alto do que o de promover uma música ruim. As gravadoras não estavam interessadas em pagar pela canções que prometiam fracassar.
O ministro está correto em dizer que a lei de direitos autorais é anacrônica para o mundo digitalizável do século XXI. Mas criminalizar o jabá apenas aumenta o anacronismo.
A inteligência como alternativa
14 de Junho de 2010 por Diogo Costa
Quando vejo lançamento de campanha de candidatos, não é a diferença doutrinária que mais me choca (até por ser esperada). É a falta de estima intelectual.
Os liberais que quiserem vencer devem mostrar como o liberalismo é mais inteligente que as alternativas. Podemos não ter tanto apelo emocional, podemos não ter tantos artistas do nosso lado, podemos não ser os representantes de uma minoria vilipendiada (até porque representamos todas as minorias). Mas somos nós que temos as repostas inteligentes para os desafios do nosso tempo.
Se apresentar como a alternativa inteligente não quer dizer assumir a atitude direitista de querer deter a luz em um mundo assombrado. Não significa mostrar erudição para provar a inferioridade alheia. Significa compartilhar daquilo que sabemos com os outros a fim de que eles também saibam.
Também não quer dizer ter a atitude economicista de bombardear números, equações e agregados. Não apenas porque alienação não é comunicação, mas muitas vezes a matemática é o verniz que esconde a baixa qualidade dos argumentos.
Não é preciso ser obscuro para ser inteligente. A inteligência de Milton Friedman, por exemplo, estava em esclarecer problemas aparentemente complexos. Acredite ou não, as pessoas gostam de conhecer, de entender o mundo. E elas também gostam de serem capazes de explicar o mundo para outras. É claro que isso não basta. Às vezes aceitar o conhecimento significa abandonar a identidade, ou abrir mão de uma visão de mundo, ou encarar a rejeição social.
Emburrecer nosso discurso para torná-lo mais popular não corrige esses riscos. Apenas ilude parcela da população ao custo de tornar a doutrina liberal menos interessante para quem gosta de pensar.
Adoçando o chá do Tea Party
11 de Junho de 2010 por Diogo Costa
A matéria de capa da The Economist dessa semana é um puxão de orelha no Tea Party americano. Com a chamada de “What Is Wrong With the Right”, a revista aconselha a direita Americana a moderar no tom e a parar de purismos. Em política, quem não se compromete não vence.
Para a revista, a direita do Tea Party é mais disfuncional que a esquerda de Obama. Ela critica o presidente americano por “has done little to fix the deficit, shown a zeal for big government and all too often given the impression that capitalism is something unpleasant he found on the sole of his sneaker.” Mas pelo menos ele não é um “crank” como os Pauls.
Eu preferia a velha The Economist - assumidamente liberal - à posição centrista que a revista adotou nos últimos anos. Agora a revista condena “small-government radicalism” como um pecado por exagero e desdenha da proposta de Ron Paul de diminuir o governo até o osso. Eu preferia ver os ossos enterrados. Ainda assim, não posso deixar de reconhecer alguma razoabilidade no pedido da revista. Há uma distinção política que todo liberal deve saber: filosofia política é diferente de arte política. Os aderentes do Tea Party podem ser filosoficamente mais iluminados do que o eleitor médio, mas isso não significa que podem deixar o eleitor médio de lado. Fazer política é se comprometer, é apelar para o centro. Quem quiser aplicar a doutrina libertária na íntegra e de imediato tem que abrir mão da estabilidade democrática.
Eu não estaria disposto a correr o risco.
Como disse em artigo anterior:
A candidatura presidencial de uma Heloísa Helena no Brasil ou de um Ron Paul nos Estados Unidos pode servir mais para prejudicar seus candidatos mais próximos do que para a construção de uma coalizão vencedora (o que não nega de forma alguma o papel fundamental da divulgação das idéias nessas campanhas).
O desafio para o liberal que acredita na naturalidade de nossos direitos e na possibilidade de reforma social por vias democráticas é conseguir combinar com inteligência seu radicalismo filosófico com sua moderação prática: manter os olhos focados na justiça, mas acertando o passo de acordo com o clima de opinião pública. Seu propósito deve ser atraí-la, não afastá-la. Em ano eleitoral, esse raro equilíbrio se torna ainda menos dispensável.
Quem quiser ver o sucesso do ideário liberal, precisa entender o pragmatismo da arte política.
Popularidade não é imunidade
10 de Junho de 2010 por Diogo Costa
Para evitar entrar no mérito das políticas públicas do executivo, os fãs de Lula condenam a imprensa brasileira por suas críticas a um governo tão popular. Para os admiradores do governo, um descompasso entre popularidade e veneração midiática é um absurdo histórico:
Em linhas gerais, Luís Fernando Veríssimo disse, em artigo recente, que as gerações futuras de historiadores terão enorme dificuldade para compreender a razão de, no presente que se apresenta, um presidente da República tão popular como Luiz Inácio Lula da Silva ser alvo de uma campanha permanente de oposição e desconstrução por parte da mídia brasileira
Se fosse verdade, os historiadores atuais também teriam enorme dificuldade para explicar como alguém poderia se opor publicamente a “il culto del Duce”, nome com que ficou conhecida a campanha apaixonada do povo italiano a Benito Mussolini nas décadas de 1920 e 1930.
A fenomenal popularidade de Mussolini, Lula e de tantos outros líderes carismáticos entre as massas não é descomunal. Esses fenômenos são explicados por um nome: populismo.
Nem todo líder popular é populista, mas todo populista é popular. Como comentei em outro artigo, o populismo pode ser identificado como “uma invocação do povo contra a elite a se realizar pela construção de privilégios políticos que, por sua vez, geram uma demanda por maior privilégio”.
O dever da mídia não é se resignar ante a popularidade do líder populista. Pelo contrário, quanto mais popular for o governante, maior é a importância de existir uma mídia independente que se dedique a analisar o papel do governo e o risco para a sociedade. Se popularidade fosse critério para definir a pauta jornalística, não era preciso análises objetivas das plataformas políticas dos candidatos à presidência. Os jornais apenas acompanhariam o ibope e elogiariam ou depreciariam um candidato de acordo com seus pontos percentuais.
Institutos de pesquisa não são tribunais. Lula, assim como qualquer outro político, deve ser julgado pelo mérito de suas ações, não pelo seu status de celebridade.
A caminho do número 1
09 de Junho de 2010 por Diogo Costa
Olhem qual é o livro mais vendido da Amazon hoje:
Realmente, nada tem a força de uma ideia cujo tempo chegou. No caso das ideias de O Caminho da Servidão (download gratuito aqui), é um tempo que já dura 66 anos.
(Dica de João Luiz Mauad).
Quem sabe menos?
08 de Junho de 2010 por Diogo Costa
Quem é mais ignorante em matéria de economia: a esquerda, a direita ou os liberais? Se você precisava de provas para corroborar sua intuição, uma recente pesquisa conduzida pela Zogby International promete acabar com qualquer dúvida. Pessoas de esquerda entendem menos (muito menos) de economia do que conservadores e liberais, conclui o estudo.
Clique aqui para ler a matéria escrita pelo economista Daniel Klein.
Pediu-se aos 4.835 participantes que concordassem ou discordassem a respeito de afirmações sobre economia básica, como "licenciamento mandatório de serviços profissionais aumenta o preço de tais serviços" e "em geral, o padrão de vida hoje é mais alto do que era 30 anos atrás" (ambas verdadeiras).
Das 8 questões feitas, a média de erros por grupos políticos ficou assim: muito conservadores, 1.30; libertários, 1.38; conservadores, 1.67; moderados, 3.67; esquerdistas (liberals), 4.69; e progressistas/muito de esquerda (socialistas?), 5.26. Vejam que os esquerdistas erraram mais de 50% das questões.
O resultado da pesquisa se encaixa com o estudo publicado na revista Science que identifica o igualitarismo como uma característica da infantilidade. O amadurecimento nos faz valorizar menos o conceito de justiça como igualdade distributiva, uma noção tradicionalmente de esquerda.
Para parafrasear uma citação atribuída a Winston Churchill, o melhor argumento contra a esquerda é uma conversa de cinco minutos com um esquerdista.
Na medida do impossível
07 de Junho de 2010 por Diogo Costa
Russ Roberts cita um valioso insight de David Warren:
De várias maneiras, a tendência da sociedade pós-cristã é o retorno às superstições pagãs: às crenças de que a malícia está atrás de cada desgraça, e à ideia relacionada de que vários encantos pagãos podem ser usados para repelir tudo aquilo do qual a carne é herdeira. A crença que, por exemplo, se podem passar leis que modifiquem toda a ordem da natureza é a mais irracional delas.
O caso que Warren tem em mente é a reação pública ao vazamento de petróleo da BP. O público não tenta compreender a tragédia como um acidente, uma falha humana. Prefere acreditar na maldade de um culpado, e no poder corretor de um presidente sobrehumano.
A crença nos poderes sobrehumanos dos bons e dos maus pode ser aplicada em inúmeros casos. Lemos a história da humanidade como uma série de narrativas sobre certos indivíduos controlando e alterarando o mundo. Sempre que eventos de grandes proporções ocorrem, sejam eles bons ou ruins, procura-se logo um anjo ou um demônio para atribuir a culpa. Não é à toa que meus amigos argentinos estão torcendo contra a própria seleção. Eles sabem que isso acarretará a vitória da Cristina Kirchner. A população não demorará em criar uma relação de causa e conseqüência que não existe.
De certa forma, a tolerância liberal é uma forma de humildade, uma resignação ante aquilo que não podemos controlar, ante um mundo que não está sob nosso domínio, e um entendimento de como tentativas de controle em larga escala acabam por surtir efeitos nocivos e impremeditados. Melhor deixar que cada indivíduo, grupo ou organização se limite a trabalhar com autonomia sobre aquilo que está sob seu controle.
Quem irá liderar a reforma tributária?
04 de Junho de 2010 por Diogo Costa
Não será um dos nossos presidenciáveis. Lembrar a importância de uma transformação em nosso sistema tributário, os candidatos lembram, mas nenhum deles ousa defender uma plataforma séria e pragmática de reforma. Se depender da liderança do executivo, a bolha da dívida pública só vai continuar impedindo o enriquecimento dos brasileiros.
A liderança precisa vir da sociedade civil. Nossos legisladores precisam ver que há demanda por reforma. Só assim irão se articular para satisfazê-la.
Os meios de comunicação estão começando a fazer sua parte. Os think-tanks estão começando a fazer sua parte. O que falta agora são pesquisadores para construir com seriedade uma proposta para apresentar ao congresso. Então existirá uma liderança de verdade. E os políticos seguirão.
Jornal Nacional cobre o Dia Nacional da Liberdade de Impostos 2010
26 de Maio de 2010 por Diogo Costa
Rio de Janeiro no dia da Liberdade de Impostos 2010
25 de Maio de 2010 por Diogo Costa
RIO - Mais de 250 motoristas abasteceram o carro neste sábado em um posto de Botafogo, em frente ao Canecão, pagando apenas R$ 1,18 pelo litro da gasolina comum. E para a surpresa dos motoristas, quem abasteceu o tanque do carro foi o humorista Marcelo Madureira, integrante do "Casseta & Planeta".
Foi assim que o Instituto Millenium e o projeto Ordem-Livre.org lançaram neste sábado o Dia da Liberdade de Impostos. O objetivo do movimento é conscientizar a população sobre o peso dos impostos sobre os produtos e serviços pagos.
No caso da gasolina, que chega a custar R$ 2,80 na Zona Sul do Rio, os impostos representam 53,03% do preço cobrado nas bombas dos postos de combustíveis. No posto em Botafogo, o preço normal seria de R$ 2,49.
Não sou contra os impostos, mas ele precisa ser razoável e os recursos precisam ser bem aplicados. E isso não acontece - afirmou Madureira, que usou um colete de frentista.
Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), os brasileiros trabalham 145 dias por ano para pagar tributos cobrados pelos governos municipal, estadual e federal.
As vendas de gasolina sem os impostos - que foi pago pelos organizadores - foram limitadas a 20 litros por veículo, em um total de 5 mil litros. Foram distribuídas senhas aos motoristas, que abasteceram das 11h às 16h. O pagamento foi apenas em dinheiro.
Na próxima terça-feira, quando simbolicamente serão completados os 145 dias de impostos pagos ao governo, a iniciativa ocorrerá em São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Vitória, Porto Alegre, Novo Hamburo (RS), Lajeado (RS) e Colatina (ES).
Da Globo News:
Vídeo do Instituto Millenium:
São Paulo no dia da Liberdade de Impostos 2010
25 de Maio de 2010 por Diogo Costa
SP celebra hoje Dia da Liberdade de Impostos com gasolina pela metade do preço
Data está relacionada ao número de dias que o brasileiro trabalha para pagar tributos
A cidade de São Paulo vai lembrar o Dia da Liberdade de Impostos nesta terça-feira (25) com gasolina pela metade do preço. A partir das 9h, um posto da zona oeste da capital paulista vai vender o litro do combustível por R$ 1,18 – menos de 50% do valor real de R$ 2,49. O objetivo do evento é alertar o consumidor para a carga de impostos embutida em um litro de gasolina.
A comemoração da data está relacionada ao número de dias que o brasileiro trabalha para pagar impostos. Segundo o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), o empregado trabalhou 148 dias (quatro meses e 27 dias) no ano passado para pagar tributos embutidos na renda, sobre o patrimônio e o consumo.
Em 2006, o brasileiro precisou de 145 dias para pagar as “dívidas com o governo”. Desde então, convencionou-se comemorar o Dia da Liberdade de Impostos no dia 25 de maio, exatamente quatro meses e 25 dias após o início do ano.
Entre os impostos estão o Imposto de Renda e o INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) sobre os salários; ICMS (imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e ISS (Imposto Sobre Serviços) sobre os produtos e serviços; e IPTU (imposto territorial) e IPVA (imposto do carro) sobre o patrimônio.
O brasileiro destinou 36,98% do rendimento bruto para pagar tributos que incidem sobre salários, consumo, patrimônio e outros, segundo estudo do IBPT. Em 2006, comprometeu 39,72% do orçamento e, em 2010, destinará aproximadamente 40,54% do seu rendimento bruto.
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Faixa de renda
O levantamento do IBPT para identificar a quantidade de dinheiro que o brasileiro destina todos os anos para pagar impostos mostrou que os que têm menor faixa de renda são os que mais pagam tributos sobre o consumo. O trabalhador que ganha até R$ 3.000 empregou 22,8% da renda bruta no pagamento de tributos no ano passado.
Enquanto isso, quem ganha mais de R$ 10 mil “investiu” 16,97% dos rendimentos brutos em tributos relacionados ao consumo. Esta faixa de renda precisa trabalhar 152 dias por ano para pagar impostos. Quem ganha entre R$ 3.000 e R$ 10 mil precisa de 157 dias para quitar as dívidas com o governo, e quem ganha até R$ 3.000 liquida a carga tributária em “apenas” 141 dias.
Dia da Liberdade de Impostos
Data: 25 de maio
Horário: 9h
Local: Ipiranga Centro Automotivo Central das Perdizes
Endereço: Avenida Sumaré, nº 664 – esquina c/ a R. Franco da Rocha
Veja também:
UOL: Comerciantes vendem gasolina sem impostos em prol da redução de carga tributária
Terra: Em protesto, posto vende gasolina "sem imposto" a R$ 1,18
Brasília no Dia da Liberdade de Impostos 2010
25 de Maio de 2010 por Diogo Costa
Litro da gasolina a R$ 1,59
Brasilienses que forem abastecer seus carros na terça-feira próxima na Asa Norte terão uma surpresa. No posto Jarjour, na altura da Quadra 206, o litro da gasolina custará R$ 1,59 em lugar dos costumeiros R$ 2,64. Não se trata de promoção, mas de uma ação do Dia da Liberdade de Impostos, data simbólica criada pela Organização Não Governamental (ONG) Instituto Millenium para conscientizar os brasileiros sobre a alta carga tributária que pagam, e que será lembrada em mais quatro cidades além de Brasília. No Distrito Federal, além do Jarjour, a Câmara de Dirigentes Lojistas do DF Jovem (CDL Jovem-DF) apoia a iniciativa.
A intenção é mostrar aos cidadãos quanto custam o combustível e outros bens de consumo livres dos tributos que incidem sobre eles. Quem for ao posto abastecer com gasolina mais barata receberá panfletos sobre os impostos embutidos no preço de vários produtos.
“Escolhemos a gasolina para ser desonerada porque ela tem uma das cargas tributárias mais altas, de aproximadamente 53% sobre seu custo. Mas o objetivo é mostrar à população que ela paga pelos impostos e levá-la a refletir sobre onde esse dinheiro é aplicado”, explica Paulo Uebel, diretor do Instituto Millenium.
Ele relata que, no Rio de Janeiro, o Dia da Liberdade de Impostos será comemorado hoje, com a gasolina mais barata em um posto da cidade. Em Belo Horizonte, São Paulo, Vitória (ES) e Porto Alegre (RS) a ação será simultânea à de Brasília, também na terça-feira. O preço do litro de combustível será diferente em cada local, de acordo com o valor da gasolina nas diferentes regiões. Paulo Uebel esclarece que o dia 25 de maio foi escolhido para as ações de conscientização porque, segundo cálculo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), até esta data os brasileiros trabalham exclusivamente para pagar impostos.
A venda da gasolina a R$ 1,59 no posto Jarjour da Asa Norte começa às 6h da manhã de terça-feira. Somente 20 mil litros serão oferecidos por este preço, e cada carro poderá abastecer até 30 litros. Será aceito pagamento exclusivamente em dinheiro. (MB)
O número
30 Litros
Limite da quantidade à venda para cada consumidor e com pagamento somente em dinheiro. No total, a promoção oferecerá apenas 20 mil litros do combustível
Dia da Liberdade de Impostos na imprensa
25 de Maio de 2010 por Diogo Costa
Gazeta Online: Combustível mais barato em dia de liberdade de impostos no Espírito Santo.
Estado de São Paulo: Campanha vende gasolina sem impostos em SP
Globo News:
Vídeo do Instituto Millenium:
Dia Nacional da Liberdade de Impostos 2010
24 de Maio de 2010 por Diogo Costa
Amanhã, dia 25 de maio, postos de gasolina de Rio, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre e Vitória venderão gasolina pela metade do preço. O evento tem como objetivo conscientizar a população sobre os impostos embutidos em todos os produtos e serviços.
Com o propósito de evidenciar para a população a excessiva carga tributária brasileira, amanhã, dia 25 de maio, será realizado o “Dia da Liberdade de Impostos”. Em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Brasília e Vitória, a gasolina será vendida em postos de gasolina selecionados por praticamente metade do preço.
A campanha ocorre da seguinte forma: faz-se um acordo com postos de gasolina centrais na cidade para que a venda do combustível no dia seja feita sem o preço dos tributos. As organizações promotoras do evento cobrem a diferença.
Todos os brasileiros, pobres ou ricos, direta ou indiretamente, pagam impostos, taxas e contribuições. Levando em conta a carga tributária de 2009, os brasileiros precisam trabalhar 145 dias por ano apenas para pagar os tributos cobrados pelos governos de suas cidades, estados e do governo federal. Apesar disso, a maioria da população não sabe exatamente o quanto paga de impostos.
Para chamar a atenção da opinião pública para a questão, o OrdemLivre.org e o Instituto Millenium, com apoio de outras 17 entidades (lista abaixo), realizaram em parceria no sábado passado, 22 de maio, o lançamento nacional do Dia da Liberdade de Impostos no Rio de Janeiro. A população comprou gasolina sem o acréscimo dos tributos (impostos + contribuições), que somam 53,03% do valor do produto. Os tributos foram pagos pelas entidades organizadoras.
A ação no Rio foi o lançamento do evento nacional, que será realizado amanhã por diversas entidades no país. O 25 de maio é o dia exato em que, Segundo o Instituto Brasileiro de Pesquisas Tributárias, cada brasileiro deixa de trabalhar para o governo.
O objetivo principal do evento é alertar a população para o peso da carga tributária sobre a sociedade. Segundo pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), brasileiros que recebem até dois salários mínimos gastam a metade (aproximadamente 54%) do seu salário somente para pagar impostos embutidos. Um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário mostrou que da década de 1970 até hoje a sociedade brasileira trabalha mais dias para sustentar o governo:
Organizações Envolvidas:
OrdemLivre.org, Instituto Millenium, Associação da Classe Média (ACLAME), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Confederação dos Jovens Empresários (CONAJE), Instituto de Estudos Empresariais (IEE), Instituto Liberdade, Instituto Mises Brasil, Movimento Endireita Brasil, FECAJE - Federação Capixaba de Jovens Empreendedores, CINDES-JOVEM, CREA-JR, CJA, AJA, ALIANÇA, FINDES - Federação das Industrias do Espírito Santo, Transparência Capixaba Jovem, JCI e YABT.
Cidades onde serão realizadas amanhã o Dia da Liberdade de Impostos
São Paulo (SP) - Dia da Liberdade de Impostos
Objetivo: venda de 6 mil litros de gasolina sem o valor dos tributos (impostos + contribuições), que serão pagos pelas entidades organizadoras.
Data: 25 de maio de 2010 (terça-feira).
Local: Posto Ipiranga, Centro Automotivo Central da Perdizes
Endereço: Avenida Sumaré, travessa da Rua Dr Franco Rocha, 664, Sumaré
Horário: Abastecimento a partir das 9h, por ordem de chegada.
Pagamento: Apenas dinheiro.
Observação: Para dar oportunidade para mais pessoas, cada veículo poderá colocar no máximo 30 litros.
Realização: Instituto Mises Brasil e Movimento Endireita Brasil
Apoio: Associação da Classe Média – ACLAME, Câmara de Dirigentes Lojistas - CDL, Confederação dos Jovens Empresários - CONAJE, Instituto de Estudos Empresariais – IEE, Instituto Liberdade, Instituto Millenium e OrdemLivre.org
Brasília (DF) - Dia da Liberdade de Impostos
Objetivo: venda de 10 mil litros de gasolina sem o valor dos tributos (impostos + contribuições), os quais serão pagos pelo posto patrocinador
Data: 25 de maio de 2010 (terça feira).
Local: Posto Jarjour (Asa Norte)
Endereço: Eixinho de baixo norte, altura 208 norte
Horário: A partir das 6h da manhã.
Pagamento: Apenas dinheiro.
Observação: Para dar oportunidade para mais pessoas, cada senha dará direito a somente 30 litros.
Realização: Câmara de Dirigentes lojistas jovens do Distrito Federal
Apoio: CDL-DF
Contato: Samuel Torres de Vasconcelos - Presidente CDL Jovem-DF - (61) 3218-1505/ 8151-7856.
Porto Alegre (PoA) -Dia da Liberdade de Impostos
Objetivo: venda de 5 mil litros de gasolina sem o valor dos tributos (impostos + contribuições), os quais serão pagos pelo posto patrocinador
Data: 25 de maio de 2010 (terça feira).
Local: Posto Firense
Endereço: Rua Santana 345,
Horário: A partir das 9h da manhã (senhas) e 10h (abastecimento)
Pagamento: Apenas dinheiro.
Observação: Para dar oportunidade para mais pessoas, cada senha dará direito a somente 20 litros.
Realização: ACLAME e Instituto Liberdade
Apoio: Instituto Millenium e OrdemLivre.org
Vitória (ES) - Dia da Liberdade de Impostos
Objetivo: carreata pelas ruas da capital. Cada carro representará um tributo distinto. A carreata vai terminar no posto de gasolina onde serão vendidos 10 mil litros de gasolina sem o valor dos tributos (impostos + contribuições), que serão pagos pelas entidades organizadoras.
Data: 22 de maio de 2010 (sábado).
Local: Posto de Combustíveis PA Ltda - Posto Enseada (Rede Ipiranga)
Endereço do Posto: Av. Nossa Senhora dos Navegantes, 220. Enseada do Suá.
Endereço onde vai começar a carreata: Sambão do Povo.
Horário: 9h (carreata). O abastecimento vai começar com a chegada dos carros da carreata.
Pagamento: Apenas em dinheiro.
Observação: a fila para abastecimento vai começar após o abastecimento dos carros participantes da carreata. Serão 30 litros por carro.
Realização: FECAJE - Federação Capixaba de Jovens Empreendedores
Apoio: CINDES-JOVEM, CREA-JR, CJA, AJA, ALIANÇA, CONAJE - Confederação dos Jovens Empresários, FINDES - Federação das Industrias do Espirito Santo, Transparencia Capixaba Jovem. Outras entidades ainda deverão entrar.
Patrocinadores: Rede Ipiranga; SINVEPES - Sind. do Comercio varejista de Veiculos, peças e acessorios para carros do Espirito Santo; CINDES - Centro das Industrias do Espirito Santo, Instituto Millenium e OrdemLivre.org.
Belo Horizonte (BH) - Dia da Liberdade de Impostos
Objetivo: venda de 5 mil litros de gasolina sem o valor dos tributos (impostos + contribuições), que serão pagos pelo posto patrocinador
Data: 25 de maio de 2010 (terça-feira).
Local: Posto Albatroz
Endereço: Av. Afonso Pena
Horário: A partir das 9h da manhã (senhas) e 10h (abastecimento)
Pagamento: Apenas em dinheiro.
Observação: Para dar oportunidade para mais pessoas, cada senha dará direito a somente 30 litros.
Realização: CDL de Belo Horizonte
Apoio: Instituto Millenium e OrdemLivre.org