A trajetória de Yon Goicoechea

Leia a entrevista com Yon Goicoechea e Gustavo Tovar aqui.

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Yon Goicoechea Lara é o ganhador do Prêmio Milton Friedman 2008 pela Promoção da Liberdade. O prêmio de meio milhão de dólares é concedido bianualmente pelo Cato Institute à pessoa que tenha contribuído de forma significativa para a promoção da liberdade humana.

Com 23 anos, estudante de Direito na Universidade Católica Andrés Bello, em Caracas, Yon Goicoechea desempenhou um papel fundamental no movimento estudantil venezuelano, sendo um dos responsáveis por organizar imensas marchas estudantis contra o governo Chavista. O movimento transformou a opinião pública venezuelana, gerando um grande apelo pela democracia no país.

Em maio de 2007, impulsionado pelo fechamento da Radio Caracas Televisión (RCTV), o canal de televisão de maior audiência no país e uma das poucas emissoras que faziam jornalismo independente, estudantes de todo o país, liderados por Yon, mobilizaram-se numa oposição contra o Governo de Hugo Chávez.

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Durante cinco dias consecutivos após o ocorrido, os estudantes saíram às ruas das cidades venezuelanas para protestar, de forma pacífica, contra as constantes violações a direitos civis ao redor do país. Eles exigiam liberdade de expressão.

Assim se formou o movimento, com líderes estudantis de faculdades públicas e privadas de todo o país, que não pregava violência ou ódio contra o governo totalitário de um homem só, mas sim o desejo por democracia e diretos humanos. Em momento algum eles se associaram a qualquer partido político, o único objetivo era promover debates e mudanças sociais.

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Com o sucesso do protesto, os líderes do movimento passaram a sofrer constantes ameaças por parte do Governo, somente por defender a democracia em seu país. Simpatizantes do governo Chávez chegaram a agredir fisicamente algum destes estudantes.

O tiro do governo saiu pela culatra. Após estes incidentes o movimento cresceu muito, tendo atraído uma média de 80.000 pessoas em mais de 40 protestos, chamando a atenção da mídia internacional.

Mas a maior vitória ainda estava por vir. Em dezembro de 2007, no referendo em que Chávez pretendia expandir ainda mais seu poder, podendo se candidatar indefinidamente à presidência, o movimento teve um papel crucial na derrota de Chávez, transformando a opinião pública e, assim, livrando a Venezuela de um regime ditatorial.

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Yon tem a certeza de essa é uma batalha que está está começando. Como ele mesmo disse "Assim como Martin Luther King, nós não lutamos contra um homem, nós lutamos por direitos civis e humanos para todos os venezuelanos. Nosso objetivo não sera alcançado em um mês ou um ano e, por isso, devemos nos preparar para uma longa batalha."

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