
Guerra versus dissuasão: os custos de atacar o Irã
16 de Julho de 2008 - por Justin Loganpor Justin Logan
Parece ser cada vez mais provável que a abordagem diplomática do governo Bush em relação ao Irã não consiga evitar que o país desenvolva projetos nucleares, e que os Estados Unidos tenham que decidir se usarão ou não de força militar na tentativa de retardar a capacidade do Irã de produzir armas nucleares.
Alguns analistas já defendem ataques aéreos ao país e o governo Bush tem indicado seguidamente que a opção militar está em discussão. Esse novo estudo examina as opções à disposição dos Estados Unidos em face de um possível fracasso definitivo da diplomacia.
A avaliação das duas opções principais – de um lado, a ação militar e de outro a aceitação e a dissuasão – revela que nenhum dos caminhos é interessante. Entretanto, os fatos sugerem que as desvantagens da utilização da ação militar sobrepujariam as desvantagens da aceitação e da dissuasão. Um ataque ao programa nuclear iraniano nos traria inúmeros problemas: os trabalhos da inteligência americana parecem ser ainda mais fracos no Irã do que eram no Iraque; o Irã fortificou e enterrou vários mecanismos nucleares, o que dificultaria a sua destruição; o Irã poderia responder de forma que fizesse com que os Estados Unidos se sentissem forçados a avançar para uma mudança total de regime; e haveria um grande número de conseqüências impremeditadas, dentro e fora do Irã.
Uma política de aceitação e dissuasão também seria uma possibilidade pouco atraente. O Irã, provavelmente, se fortaleceria com a aquisição de uma bomba e poderia desestabilizar a região, além de injetar ainda mais problemas nas já desoladoras possibilidades de paz entre os israelenses e palestinos. Ainda assim, dados os custos de uma opção militar, o único argumento irrefutável em favor de uma guerra contra o Irã seria a existência de razões para acreditarmos que os líderes iranianos não possam ser contidos.
Porém, as evidências disponíveis indicam que o Irã pode ser contido e que o seria caso enfrentasse as repercussões devastadoras que resultariam do uso de uma arma nuclear.
Os Estados Unidos deveriam, portanto, começar a dar alguns passos imediatamente, visando a preparar-se para uma política de dissuasão caso uma bomba iraniana apareça no futuro. Mesmo que uma situação como essa seja extremamente indesejável, ela, aparentemente, custa menos do que um ataque ao Irã.
Veja o estudo completo em inglês: (PDF, 603 KB | HTML)
Comentários
Guerra versus dissuasão: os custos de atacar o Irã
Francamente, acredito que um conflito militar entre o EUA e o Irã é iminente. Todavia, não acredito que o americanos vão se expor tão abertamente quanto da invasão ao Iraque, dessa vez eles vão apoiar indiretamente o principal alvo de um eventual ataque nuclear e maior aliado americano no Oriente Médio, Israel.
Enviar novo comentário