Porque os pobres também respondem a incentivos
27 de Janeiro de 2010Foi com prazer que li o comentário de Paulo Roberto Almeida acerca de matéria em "O Estado de São Paulo", no último domingo. Em resumo, constata-se que os pobres, no Brasil, pensam que a carga tributária deveria ser menor. Paulo faz uma observação certeira, chamando a atenção para a ausência deste item no debate político.
O fascismo da esquerda, a educação e a cegueira da ignorância
09 de Dezembro de 2009Comecei, nestes dias de dezembro, a leitura de vários livros, inclusive o de Jonah Goldberg, Fascismo de esquerda (Editora Record) e mais uma vez tive a impressão de que o que chamo de poder transformador da linguagem é mais importante do que nunca.
O pior muro é o que não se quer ver ou derrubar
24 de Novembro de 2009O Muro de Berlim pode ter fisicamente caído há 20 anos, mas será que todos se deram conta do que ganharam com isso? Uma breve pausa entre uma aula e outra na faculdade recheia minha mente com novas percepções a este respeito. De um lado, um aluno que não quer ler o livro acha que o exercício pode ser resolvido sem a leitura do capítulo. De outro, uma outra que não consegue entender o que significa o índice remissivo de um livro. Mais umas conversas no intervalo e descubro que um terceiro crê piamente que a culpa (culpa!) de estar na faculdade é dos pais, que não o entendem.
"Não se deixe levar pelo obscurantismo", dizia ele
17 de Dezembro de 2009![]() |
Os livros, os quadrinhos e o papel dos indivíduos na construção de uma sociedade melhor
27 de Outubro de 2009A publicação do livro Freakonomics no Brasil causou uma revolução educacional. Uma revolução, é verdade, que se faz sentir apenas lenta e gradualmente. Nos anos 1980, qualquer aluno do ensino médio interessado em temas econômicos poderia ser facilmente enganado por professores mal-intencionados que lhe venderiam sociologia de má qualidade como ciência econômica. Em seguida, claro, ser-lhe-ia dito que tal coisa não era ciência, mas sim uma enganação criada para perpetuar o poder de alguns poucos sobre muitos.
Uma breve conversa sobre você, os incentivos e o papel da liberdade
29 de Setembro de 2009Há algo de muito triste na vida de um pedinte: são limitadas as opções de alocação de seus parcos recursos. Ganha tão pouco com esmolas que não consegue abrir conta em banco ou fazer aplicações financeiras. Mas não se engane: ele entende bem o que é melhor para ele. Experimente levá-lo, à força, para um abrigo. Ele sairá e voltará ao semáforo para pedir mais esmolas até que um dia os preços relativos mudem de tal forma que lhe seja mais interessante arrumar um emprego ao invés de esmolar.
Quando a moeda circula, a economia prospera (a versão errada e a correta)
15 de Setembro de 2009Recebi ontem uma folha de papel com a divertida piadinha, provavelmente criada por algum gaúcho. Para quem se lembra da desmistificação do spam sobre os postos BR, eis um exercício similar. Mostrarei como a piada, embora engraçada, representa uma não-economia e, além disso, mostrarei que, transformando a cidade retratada na piada em uma sociedade com características realmente econômicas, o resultado é melhor ainda.
Não entendeu nada? Então, comece com a história original:
Empreendedores que não empreendem
19 de Agosto de 2009Um tema sempre recorrente nos debates sobre a presença do governo na economia surge quando de uma nova regulação. Seja a “Lei Seca”, a nova regulamentação das farmácias, ou a nova Lei Rouanet. A epidemia do aumento da presença do governo em detrimento da sociedade é sempre acompanhada de críticas cuja principal essência é: “mas esta intromissão não é necessária, o mercado poderia resolver este problema”.
Monopólio dos Correios: a função social do Direito
04 de Agosto de 2009O pessoal do Direito — com as honrosas exceções de sempre — geralmente me vem com esta conversa de que o Direito está acima de tudo, a Economia “serve” ao Direito e outras conversas muito interessantes para uma discussão filosófica que, certamente, não é minha praia. Mas o tom é sempre o de que a economia, o mercado, o setor privado (mas só os empresários, como se consumidores não o fossem) é ruim, falha muito, faz maldade e tira doce da boca de criança. O que, claro, enseja a ação dos iluminados defensores do interesse público.
O crítico da ante-sala de cinema: “A partida”
22 de Julho de 2009Outro dia fui ao cinema com a patroa. Fomos ver A partida (Okuribito, no original), mais um filme japonês a chegar às telas brasileiras. É bem verdade que eu me divertiria mais se filmes como The World Sinks Except Japan [“O mundo afunda, menos o Japão”] (Nihon Igai Zenbu Chinbotsu), totalmente politicamente incorreto, chegar ao circuito comercial. Infelizmente, o máximo que se consegue é comprá-lo – legendado em inglês – pela internet.
