O rei está nu: é hora de reavaliar o desempenho econômico brasileiro
25 de Fevereiro de 2010Não ponho em dúvida o fato de que uma aura de sucesso brilha sobre a economia brasileira. Ao lado de capas de revistas de circulação internacional proclamando a “decolagem” do país, ofereço experiência pessoal como evidência. Lembro que, de 1995 a 2005, uma conversa sobre o Brasil envolvendo europeus ou americanos terminaria por girar quase sempre em torno de futebol, carnaval, inflação, crime e favelas. O tema inflação foi aos poucos sendo esquecido, mas crime e favelas se tornaram tópicos ainda mais populares após o sucesso internacional do filme Cidade de Deus.
"Não se deixe levar pelo obscurantismo", dizia ele
17 de Dezembro de 2009![]() |
Uma breve conversa sobre você, os incentivos e o papel da liberdade
29 de Setembro de 2009Há algo de muito triste na vida de um pedinte: são limitadas as opções de alocação de seus parcos recursos. Ganha tão pouco com esmolas que não consegue abrir conta em banco ou fazer aplicações financeiras. Mas não se engane: ele entende bem o que é melhor para ele. Experimente levá-lo, à força, para um abrigo. Ele sairá e voltará ao semáforo para pedir mais esmolas até que um dia os preços relativos mudem de tal forma que lhe seja mais interessante arrumar um emprego ao invés de esmolar.
Quando a moeda circula, a economia prospera (a versão errada e a correta)
15 de Setembro de 2009Recebi ontem uma folha de papel com a divertida piadinha, provavelmente criada por algum gaúcho. Para quem se lembra da desmistificação do spam sobre os postos BR, eis um exercício similar. Mostrarei como a piada, embora engraçada, representa uma não-economia e, além disso, mostrarei que, transformando a cidade retratada na piada em uma sociedade com características realmente econômicas, o resultado é melhor ainda.
Não entendeu nada? Então, comece com a história original:
Ação humana, 1949: um episódio dramático na história intelectual
26 de Fevereiro de 2010Já se observou que todo grande livro é como um grande castelo. Ele pode ser olhado de diferentes ângulos, cada um oferecendo uma perspectiva única. Olhar a obra monumental de Ludwig von Mises desde o ponto de vista de 2009 permite ver com grande clareza um aspecto fascinante da obra: o puro drama de seu surgimento à época de sua publicação. Tratei desse tema algumas vezes ao longo dos anos. Agradeço por esta oportunidade de articular o tema em maiores detalhes.
Monopólio dos Correios: a função social do Direito
04 de Agosto de 2009O pessoal do Direito — com as honrosas exceções de sempre — geralmente me vem com esta conversa de que o Direito está acima de tudo, a Economia “serve” ao Direito e outras conversas muito interessantes para uma discussão filosófica que, certamente, não é minha praia. Mas o tom é sempre o de que a economia, o mercado, o setor privado (mas só os empresários, como se consumidores não o fossem) é ruim, falha muito, faz maldade e tira doce da boca de criança. O que, claro, enseja a ação dos iluminados defensores do interesse público.
As muitas infelicidades do sistema
04 de Agosto de 2009O liberalismo político e econômico promove a pluralidade social ao retirar os grandes propósitos do núcleo político e distribuí-los entre os indivíduos e suas famílias. Mas o pluralismo político liberal carrega consigo algumas sementes do joio que o sufoca: ao expandir as possibilidades da busca da felicidade, expandem-se também as possibilidades de infelicidade. A frustração, nas sociedades contemporâneas, ocorre de inúmeras maneiras.
Uma exigência de coordenação
13 de Julho de 2009Enquanto ciência, a economia vai na contramão dos ciclos. Os males econômicas estimulam a demanda por pronunciamentos e previsões dos economistas. Para mim, pessoalmente, isso é ótimo. Fico feliz de ver o preço das minhas palestras e artigos subirem durante a crise.
Mas não tenho certeza de que a sociedade como um todo se beneficia de toda essa atenção que se devota hoje aos economistas.
Direito, legislação e liberdade: a obra-prima de Hayek
13 de Julho de 2009Bruno Meyerhof Salama (Professor, Direito GV)
Lucas Mendes (Mestrando em Filosofia Política, UFSM)
