A reivindicação da ordem
19 de Fevereiro de 2010Está ocorrendo em Washington a anual Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), que reúne por três dias grandes nomes da direita americana em uma série de eventos públicos. No meu terceiro ano em Washington, a tendência que tenho percebido é clara. O movimento conservador americano está cada vez menos neocon e mais libertário, cada vez menos William Kristol e mais William Buckley, cada vez menos Bush e mais Reagan.
Depois da queda
16 de Novembro de 2009O Ocidente vem assistindo, atordoado, enquanto uma corroída Cortina de Ferro se desfaz rápida e irrevogavelmente, a ferrugem de sua ideologia contraditória finalmente cedendo ao peso do tempo e da irrelevância. Enquanto isso, a oposição nesses países está experimentando o poder pela primeira vez em quase cinco décadas e enfrenta escolhas difíceis. Não é mais suficiente meramente se opor ao marxismo. Um plano positivo deve estar próximo.
Razão e evolução: a epistemologia da ordem liberal
30 de Agosto de 2009Bruno Meyerhof Salama (Professor, Direito GV)
Lucas Mendes (Mestrando em Filosofia Política UFSM)
O primeiro tema tratado por Hayek em Direito, legislação e liberdade é a racionalidade humana. A preocupação de Hayek está em resgatar a correta epistemologia para se pensar uma ordem liberal. Trocando em miúdos: o que sabemos (e o que não sabemos) sobre o mundo? E o que permite sequer pensar na construção de uma ordem liberal?
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- Bruno Salama & Lucas Mendes
Ainda minha tia velhinha de Taubaté
23 de Junho de 2009Vocês devem se lembrar da minha tia velhinha lá de Taubaté. Falamos dela outro dia. Pois não é que ela me ligou neste domingo, preocupada com a situação mundial?
— Oi, sobrinho, como vai?
— Tudo bem, tia. E a senhora?
— Ah, estou muito preocupada. Aquele escritor famoso continua sem citar a velhinha de Taubaté...
— Deixa ele em paz, tia. Se ele acha que não há o que criticar no governo atual, é uma escolha dele. Ele é livre para escolher.
— É, eu sei, se bem que liberdade de escolha, ele dizia...
Triunfo do livre mercado?
01 de Junho de 2009Não completamos a primeira década do século XXI e já podemos anunciar uma vitória: todos os partidos de todas as ideologias concordam com a supremacia do livre mercado. Por todo o mundo civilizado hoje se reconhece que a intervenção econômica tão-somente impede a humanidade de alcançar aquilo que o intervencionismo promete conceder. Não há necessidade de regulamentação do mercado porque todos sabemos que a sociedade move-se a si própria. Não é mais necessário clamar por laissez faire, laissez passer porque não há mais ninguém no caminho de nossa liberdade.