Uma perspectiva liberal do Bolsa Família
08 de Fevereiro de 2010Discute-se muito o Bolsa Família do ponto de vista ético — dar dinheiro a quem não trabalha — mas costuma-se esquecer que o aspecto mais impactante do Bolsa Família sobre a dinâmica da economia como um todo não tem a ver com seu suposto caráter redistributivo (de dar um dinheirinho extra para as pessoas que ganham pouco), mas sim com seu caráter libertário: receba e gaste como quiser!
Este é o ponto fundamental: gaste como quiser (desde que mantenha os filhos na escola). Vejamos as consequências macroeconômicas disso em dois contextos.
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O Haiti e a falácia da janela quebrada
20 de Janeiro de 2010Nos dias seguintes à tragédia que assistimos agora no Haiti, eu me perguntava quanto tempo levaria até que alguém na mídia cometesse a falácia da janela quebrada — a crença de que destruir um bem valioso criará riqueza líquida contanto que este seja substituído. Isto é: pagar US$100 para substituir uma janela quebrada de alguma forma cria mais prosperidade do que ter uma janela intacta e gastar US$100 em outra coisa.
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Fracassos do socialismo
04 de Janeiro de 2010Chávez e Obama não pareciam ter muito em comum: o presidente venezuelano é vulgar e sofre de vários complexos, enquanto o americano se expressa muito bem, é amável e tem títulos universitários de Columbia e Harvard. Mas ambos deram um viés marcadamente intervencionista aos governos de seus países, e as consequências negativas já estão afetando gravemente toda a população.
O mercado vai subir ou descer?
30 de Dezembro de 2009A perspectiva de longo prazo para o mercado de ações não é boa, e eis a razão: pelos últimos 100 anos, houve uma relação inversa entre mudanças no tamanho do governo e o crescimento ou declínio do mercado de ações.
Embora o tamanho relativo do governo federal americano vá cair de 2009 para 2010, a tendência provável é que suba estavelmente daí em diante, a menos que sejam feitas algumas mudanças fundamentais.
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A quem prejudica o salário mínimo?
11 de Dezembro de 2009Seria excelente se bastasse apenas que uma pessoa de bom coração decretasse um aumento salarial para que todos os equatorianos pudessem comprar a cesta básica com seu salário mensal. No entanto, as coisas não são tão fáceis. Um aumento no salário mínimo pode impactar de maneira negativa o ingresso no mercado dos trabalhadores que ganham menos e são menos qualificados.
A continuada falácia da "criação" de empregos pelo governo
26 de Novembro de 2009No início deste ano, escrevi alguns comentários baseados no excelente artigo de Lawrence Reed para o Freeman em 1981, "7 falácias em Economia". Não é surpreendente que essas falácias surjam de novo e de novo. A última rendição da "Falácia da Produção pela Produção" está em um artigo para o Wall Street Journal de Robert Reich, secretário do Trabalho no governo Clinton.
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A pior recessão?
21 de Janeiro de 2010Será a atual recessão a pior desde a Grande Depressão? Apesar de o presidente, muitos membros do Congresso e muitos jornalistas repetirem continuamente que estamos vivendo a pior recessão desde a década de 1930, afirmar isso é no mínimo prematuro.
O crescimento das grandes empresas e a expansão do governo
02 de Setembro de 2009A maior parte das pessoas ouve falar da relação entre o crescimento das grandes empresas e a expansão do governo como se fosse um auto de moralidade. Na versão mais difundida, apresentada em quase todos os livros-textos de história americana, o surgimento das grandes empresas (no papel de diabo) teria causado diversos males e abusos — monopolismo, poluição, exploração de trabalhadores etc. Usando um estilo pungente (ainda que não muito escrupuloso quanto aos fatos), Matthew Josephson conta essa história em The Robber Barons [“Os barões do crime”].
Triunfo do livre mercado?
01 de Junho de 2009Não completamos a primeira década do século XXI e já podemos anunciar uma vitória: todos os partidos de todas as ideologias concordam com a supremacia do livre mercado. Por todo o mundo civilizado hoje se reconhece que a intervenção econômica tão-somente impede a humanidade de alcançar aquilo que o intervencionismo promete conceder. Não há necessidade de regulamentação do mercado porque todos sabemos que a sociedade move-se a si própria. Não é mais necessário clamar por laissez faire, laissez passer porque não há mais ninguém no caminho de nossa liberdade.