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Especialmente para nós, brasileiros, que vivemos em uma sociedade onde mesmo boa parte de termos de contrato que poderiam ser estabelecidos por uma negociação são pré-fixados por legislação específica, é difícil imaginar um mundo sem uma instância superior responsável por ordenar a legislação e a justiça. No entanto, não é difícil imaginar como essas regras e instituições surgiriam por meio de processos de ordem espontânea; assim como também é possível imaginar como esses mesmos processos espontaneamente entrariam em crise.

Livres para escolher - 5
17 de Março de 2010 - por Milton Friedman
No “Prefácio” (de 1944) da sua sintética e importante obra Burocracia [1], Ludwig von Mises dá-nos conta da resposta que, em 1838, o Ministro prussiano do Interior, G. A. R. von Rochow terá dado a uma petição de um conjunto de moradores de uma cidade prussiana: “Não é apropriado que um súbito aplique a medida do seu mísero intelecto aos actos do Chefe de Estado e que se arrogue, com atrevida insolência, o direito de formular um juízo acerca da sua conveniência.”

Custa caro ser pobre.

"Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro ou do padeiro que esperamos obter nosso jantar, mas de sua consideração dos próprios interesses... Somente mendigos escolhem depender principalmente da benevolência de seus concidadãos." — Adam Smith, A Riqueza das Nações