Textos

Não é surpresa que o discurso do Estado da União de Barack Obama tenha soado como uma canção de ninar; há muito tempo o discurso é um pomposo e entediante ritual. Mas ninguém ficou entediado dois dias depois, quando o presidente apareceu em uma confabulação de republicanos em Baltimore para uma animada contenda sem script com seus oponentes.

A sexta-feira traz o fim de uma década que a maior parte dos americanos ficarão felizes de ver pelas costas. O que tem de bom em um período de dez anos que começou com uma eleição embaraçosamente remendada, passou para o pior ataque terrorista da história dos Estados Unidos, e terminou em uma pungente crise financeira?

por Gene Healy No dia 17 de fevereiro, Barack Obama assinou o pacote mais caro da história dos EUA. Em 23 de fevereiro, foi o anfitrião de um encontro sobre “responsabilidade fiscal” (consciência pesada, talvez) na Casa Branca. Um dia depois, fez seu primeiro discurso sobre o estado da União [“State of the Union”], com mais uma nova rodada de nababescas demandas às finanças públicas.

Das guerras não-declaradas pelo Congresso de Truman e Johnson aos grampos não autorizados de FDR, JFK, LBJ e Nixon, a presidência imperial tem sido sempre um fenômeno bipartidário. De fato, Bill Clinton, o presidente democrata mais recente, foi mais longe do que seus predecessores no exercício extraconstitucional de seus poderes de guerra. Os presidentes anteriores tinham iniciado guerras com o silêncio do congresso, mas a guerra de Kosovo em 1999 fez de Clinton o primeiro presidente a inicar uma guerra apesar de vários votos no congresso negarem sua autoridade para tanto.

por Gene Healy