Ordem Livre

 

Enquanto ciência, a economia vai na contramão dos ciclos. Os males econômicas estimulam a demanda por pronunciamentos e previsões dos economistas. Para mim, pessoalmente, isso é ótimo. Fico feliz de ver o preço das minhas palestras e artigos subirem durante a crise. Mas não tenho certeza de que a sociedade como um todo se beneficia de toda essa atenção que se devota hoje aos economistas.

Saindo do aeroporto na Cidade da Guatemala e dirigindo para meu hotel em minha primeira viagem à Guatemala em janeiro de 2001, comentei com meu anfitrião que estava agradavelmente surpreso por não ter visto nenhum agente alfandegário revirando as bagagens das pessoas. Na verdade, assim que meus companheiros de viagem e eu tivemos nossos passaportes carimbados pela imigração, foi revigorante ver o aeroporto desprovido daquelas turbas de burocratas ameaçadores.

Um estudante canadense confessou-me certa vez que ficava confuso e ressentido quando algum de seus amigos se mudava para os EUA. Eu perguntei a ele porque se sentia assim. Ele me respondeu que nunca conseguiria viver em um país com um Coeficiente de Gini tão alto.

Uma das lembranças mais marcantes dos meus anos de faculdade é a de ficar sentado por horas no meu canto na velha Polk Library da Nicholls State University lendo Monetary Theory and the Trade Cycle [“Teoria monetária e o ciclo econômico”] e Prices and production [“Preços e produção”], ambos de F. A. Hayek. Esses livros sobre os ciclos econômicos de expansão e de recessão estão entre os mais desafiadores que Hayek escreveu.

Ao som de aplausos, os líderes do G-20 reafirmaram sua resistência ao protecionismo em um comunicado. “O crescimento do comércio mundial tem apoiado a prosperidade crescente há meio século”, proclamaram. “Não repetiremos os erros históricos do protecionismo de épocas passadas”.

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